PM atira e mata mulher com faca após briga com ex em rua movimentada

Uma mulher de 32 anos morreu baleada após avançar contra policiais militares usando uma faca, na tarde de quinta-feira. Antes da abordagem, ela perseguiu e tentou ferir o ex-namorado, segundo relato prestado por testemunhas aos investigadores.

Intervenção policial termina com mulher morta e soldado autuado

O caso aconteceu na Rua Mutinga, na altura do número 127. Camila Pereira da Silva, de 32 anos, acabou atingida por um disparo efetuado por um integrante da guarnição chamada para conter o tumulto. O socorro chegou a ser acionado, mas ela não resistiu aos ferimentos provocados pelo projétil.

De acordo com o registro oficial, o chamado de emergência partiu do antigo parceiro de Camila. Ele contou aos agentes que o término da união aconteceu há cerca de cinco meses, mas a mulher não aceitava o rompimento. Na data do fato, ela teria ido ao endereço para agredi-lo fisicamente.

Assustado, o homem fugiu e pediu socorro depois que a mulher também intimidou pessoas que trabalhavam no mesmo local. Quando a viatura chegou ao ponto indicado, encontrou a suspeita ainda exaltada e segurando a faca em via pública.

Vídeos gravados por pessoas que passavam no momento registraram o instante da abordagem. As filmagens mostram os militares tentando verbalizar para que ela soltasse a lâmina, até que houve o avanço em direção aos agentes e o disparo imediato.

O que já se sabe sobre a apuração

O policial militar André Coelho Maximo da Costa, de 30 anos, recebeu voz de prisão durante o registro da ocorrência na delegacia. Ele responderá pela acusação formal de homicídio. A corporação recolheu a arma usada na ação para encaminhamento à perícia técnica do Instituto de Criminalística.

O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa conduz o inquérito para detalhar a dinâmica do confronto e a proporcionalidade da força empregada. Paralelamente, a Corregedoria da corporação abriu procedimento disciplinar interno para averiguar se houve descumprimento de protocolos operacionais de tiro e contenção física.

A Secretaria da Segurança Pública afirmou em nota oficial que não tolera desvios funcionais entre os servidores das forças estaduais. Os laudos balísticos e a análise quadro a quadro dos vídeos ajudarão a definir se o militar continuará detido preventivamente durante o andamento do processo criminal.

O que fazer se você foi vítima de ameaça ou violência doméstica

Situações de perseguição, ameaças ou agressões decorrentes do fim de relacionamentos devem ser notificadas às autoridades o quanto antes. O primeiro passo é procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou qualquer distrito policial da região para formalizar o boletim de ocorrência.

Para quem sofre ameaças imediatas, a orientação da polícia é ligar diretamente para o telefone 190 para solicitar o envio urgente de uma guarnição de patrulha. No momento do registro civil, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, que impedem a aproximação e o contato do agressor por qualquer meio.

A Delegacia Eletrônica também permite o registro virtual de ameaça e injúria para a maioria dos municípios, agilizando o início da investigação formal sem a necessidade de deslocamento inicial até a unidade física.

Como denunciar situações de risco e conduta irregular

Quem presenciar crimes em andamento ou quiser repassar informações sigilosas sobre episódios violentos pode acionar o serviço do Disque Denúncia. O atendimento pelo telefone 181 opera de forma ininterrupta, garantindo anonimato absoluto sem registrar o número da ligação.

No Estado do Rio de Janeiro, a população conta com a central do Disque Denúncia através do telefone (21) 2253-1177, que funciona 24 horas por dia e recebe relatos sobre armas ilegais, esconderijos de foragidos e ocorrências graves em bairros da capital e da Baixada Fluminense.

Caso o cidadão queira relatar abusos, truculência ou mau uso de armamento por parte de policiais em patrulhamento de rua, a manifestação pode ser apresentada diretamente na Ouvidoria das Polícias ou na Corregedoria Geral, que disponibilizam formulários online e atendimento por correio eletrônico institucional.

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