Um PM é preso em Maricá na manhã desta quarta-feira (4), dentro de um batalhão da Polícia Militar, suspeito de extorsão, estupro e envolvimento com agiotagem. Segundo a Polícia Civil, o agente teria utilizado o telefone celular da própria esposa para ameaçar a vítima durante cobranças relacionadas a uma dívida.
De acordo com as investigações, o policial foi até a casa da mulher para cobrar um valor inicial de R$ 800, referente a um empréstimo feito em outubro de 2025 com ele e um comparsa. Com a incidência de juros considerados abusivos, a dívida teria aumentado significativamente nos meses seguintes.
O delegado responsável pelo caso informou que, em janeiro deste ano, o montante cobrado já chegava a aproximadamente R$ 7 mil. A apuração identificou que as ameaças partiram de um número ligado à esposa do policial, o que acabou contribuindo para a identificação do autor.
“Ele ligou do telefone da própria mulher. Foi o grande erro. A ligação permitiu confirmar que era ele e identificar que se tratava de um policial militar e onde ele era lotado”, afirmou o delegado Cláudio Vieira, em depoimento ao g1.
Segundo a polícia, além da extorsão, o suspeito também teria cometido estupro contra a vítima e roubado objetos da residência. Durante o interrogatório, o policial tentou atribuir as cobranças ao comparsa Davyd Novato Santana, também investigado por agiotagem, mas acabou confessando outros crimes.
“Ele admitiu que acompanhava o comparsa nas cobranças, disse que não participava ativamente, mas confessou que foi ele quem cometeu o estupro e feriu a vítima”, disse o delegado, em depoimento ao g1.
Na casa do comparsa, a Polícia Civil apreendeu armas, televisões pertencentes ao pai da vítima — que também teria sido ameaçado — e um caderno com anotações que indicam a prática de agiotagem. As investigações seguem para identificar se há outras vítimas envolvidas.
Em nota, a Polícia Militar informou que o agente está preso em uma unidade prisional da corporação e que será instaurado um procedimento administrativo disciplinar. A PM afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta e que pune com rigor crimes praticados por seus integrantes quando comprovados.














