Um PM baleado na noite desta sexta-feira (2) em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, mobilizou equipes da Polícia Militar e levou preocupação à população local. O caso aconteceu após criminosos furarem uma blitz policial na Rua Teixeira Campos, desencadeando uma troca de tiros com os agentes.
De acordo com testemunhas, o confronto começou quando um veículo, ao se deparar com a ação de fiscalização da PM, tentou fugir da abordagem, resultando em perseguição e disparos de arma de fogo. Durante a troca de tiros, um dos policiais foi atingido na panturrilha por estilhaços. Ele estava atuando em regime extra de serviço, pelo Regime Adicional de Serviço (RAS), vinculado ao 40º BPM (Campo Grande).
Após o disparo, o agente foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Rocha Faria, também em Campo Grande. Segundo informações médicas, ele não precisou passar por cirurgia e apresenta quadro de saúde estável. A recuperação está sendo acompanhada por colegas de farda e familiares.
Ainda conforme a corporação, buscas foram realizadas na região visando localizar os suspeitos que efetuaram os disparos contra os policiais. No entanto, até o momento, ninguém foi preso. A ocorrência foi registrada na 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande), que ficará responsável pela investigação do caso.
A área onde ocorreu o confronto é considerada sensível pela presença de facções criminosas que disputam o domínio de territórios. Moradores da Rua Teixeira Campos relataram momentos de tensão durante a troca de tiros. Muitos se abrigaram em casa e relataram o som de disparos por vários minutos.
O episódio reacende o debate sobre a insegurança na Zona Oeste do Rio e os riscos enfrentados por agentes de segurança pública no exercício de suas funções. O Regime Adicional de Serviço (RAS) permite que policiais trabalhem em turnos extras, mediante remuneração adicional, para reforçar o patrulhamento em áreas com alta incidência de criminalidade.
O comando do 40º BPM informou que reforçará o policiamento ostensivo na região nos próximos dias, com o objetivo de inibir novas ações criminosas e garantir a segurança da população. Em nota, a Polícia Militar ressaltou que atua diariamente no combate à criminalidade e que não tolerará ataques a seus agentes.
Casos como esse são recorrentes em bairros da Zona Oeste, onde confrontos entre forças de segurança e traficantes ou milicianos têm sido frequentes. Organizações civis têm cobrado do poder público ações mais estruturadas para conter o avanço do crime organizado nessas localidades.
Nos últimos meses, Santíssimo e bairros vizinhos como Campo Grande e Senador Camará têm registrado aumento nos índices de violência. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que a região tem enfrentado crescimento nos casos de tiroteios, roubos e tráfico de drogas.
Embora o policial militar atingido neste episódio esteja fora de risco, o caso evidencia o perigo constante vivido pelos profissionais que atuam nas ruas do Rio de Janeiro. A Associação de Praças da PM também emitiu nota manifestando solidariedade ao agente ferido e cobrando maior apoio psicológico e estrutural para os policiais.
A Polícia Civil seguirá com as investigações para tentar identificar os autores dos disparos. Câmeras de segurança da região devem ser analisadas nos próximos dias, a fim de colher pistas sobre o veículo que furou a blitz e iniciou o confronto com a guarnição.














