PM atua em 5 comunidades da Zona Norte contra guerra de facções

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro realiza, na manhã desta sexta-feira, operações simultâneas em cinco comunidades da Zona Norte da cidade. As ações acontecem nos morros do Campinho e do Fubá, além das localidades Furquim Mendes, Dique e Beira Rio.

O objetivo principal das equipes é conter a disputa violenta por territórios entre grupos rivais e garantir a segurança dos moradores da região. A rotina de quem precisa trabalhar e estudar na Zona Norte amanheceu afetada pela presença ostensiva das forças de segurança.

Operações tentam conter investidas de grupos criminosos na Zona Norte

As ações foram divididas entre dois batalhões da corporação. Agentes do 9º Batalhão de Polícia Militar, de Rocha Miranda, foram deslocados para os morros do Campinho e do Fubá. Essas duas áreas ficam situadas entre os bairros de Cascadura, Quintino e Campinho, onde confrontos armados têm sido recorrentes nas últimas semanas.

Segundo as informações da Polícia Militar, o Campinho é dominado atualmente pela facção Terceiro Comando Puro, enquanto o Morro do Fubá é controlado pelo Comando Vermelho. A proximidade geográfica entre os dois morros faz com que os grupos invadam o território vizinho com frequência, gerando tiroteios diários que pavorizam a população local.

Paralelamente, equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Olaria, atuam nas comunidades Furquim Mendes, Dique e Beira Rio. As localidades ficam nos limites entre os bairros de Vigário Geral e Jardim América. Nessa frente, os policiais buscam reprimir a atuação de criminosos, retirar barricadas instaladas nas ruas e coibir o roubo de cargas em acessos da Avenida Brasil.

Como fica a região atingida pelas ações

Quem precisa circular pelos bairros de Cascadura, Campinho, Quintino, Vigário Geral e Jardim América deve prestar atenção ao deslocamento. O trânsito de veículos nas vias principais exige atenção redobrada devido à movimentação de blindados e viaturas. Moradores devem acompanhar as atualizações antes de sair de casa.

A violência na região da Zona Norte já vinha trazendo impactos graves para o transporte público. No último dia 26, criminosos sequestraram 19 ônibus para fazer barricadas em vias importantes, como a Avenida Ernani Cardoso e a Rua Clarimundo de Melo. Ataques a coletivos também ocorreram na Avenida Dom Hélder Câmara na mesma ocasião.

Até o momento, a Polícia Militar não confirmou novos bloqueios em vias expressas nesta sexta-feira. No entanto, o patrulhamento foi reforçado nos corredores de trânsito perto das comunidades para evitar novos ataques contra ônibus e garantir a circulação dos passageiros de linhas locais.

O que já se sabe sobre o balanço até o momento

A Polícia Militar informou que as equipes continuam em progressão no interior dos morros e comunidades. Até o fechamento desta reportagem, não havia registro oficial de prisões, apreensão de armas ou feridos nas ações conduzidas pelo 16º BPM em Vigário Geral e Jardim América.

Na região de Cascadura e Campinho, o 9º BPM mantém o cerco para evitar investidas entre as facções rivais. Na ação anterior promovida pela PM na mesma área contra a guerra de territórios, cinco suspeitos foram presos e um acabou morrendo após confronto com os agentes.

A corporação não informou a previsão de encerramento dos trabalhos no terreno nesta sexta-feira. O balanço final de materiais apreendidos, barricadas removidas e pessoas detidas deve ser divulgado até o fim do dia pela Secretaria de Estado de Polícia Militar.

Quem responde por isso

A responsabilidade pelas operações e pelo policiamento ostensivo nessas áreas é da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro. Na área do Campinho, Fubá e Cascadura, a atuação cabe ao 9º BPM (Rocha Miranda). Já nas áreas de Vigário Geral e Jardim América, a cobertura ostensiva é do 16º BPM (Olaria).

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro também acompanha desdobramentos através das delegacias da região. As ocorrências registradas na Zona Norte são encaminhadas para a 29ª DP (Madureira) ou para a 38ª DP (Irajá), dependendo da circunscrição onde o fato ocorreu durante o patrulhamento.

Caso o morador presencie irregularidades ou abusos durante o período de operações, a Ouvidoria da Polícia Militar disponibiliza atendimento direto. A população também pode acionar os canais oficiais do Estado para relatar problemas em serviços públicos essenciais causados pelas operações.

Como denunciar ativando o Disque Denúncia

Moradores que tiverem informações sobre o paradeiro de criminosos, esconderijo de armas, depósitos de cargas roubadas ou localização de barricadas podem ajudar o trabalho das autoridades. A colaboração da população é fundamental para desmantelar grupos armados na Zona Norte.

O canal oficial para repassar informações de forma totalmente anônima é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro. A central funciona 24 horas por dia e garante o sigilo absoluto da identidade do denunciante.

  • Telefone do Disque Denúncia: (21) 2253-1177
  • Linha direta gratuita: 0300 253 1177
  • Aplicativo: Disque Denúncia RJ (disponível para celulares)
  • WhatsApp do portal: (21) 2253-1177

Foto: O Dia

Limpatech