PM apreende fuzis e prende suspeitos no Chapadão pelo 2º dia

A Polícia Militar apreendeu fuzis e prendeu suspeitos no Complexo do Chapadão na manhã desta quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo. As ações na comunidade da Zona Norte alteraram a rotina dos moradores e reforçaram o cerco nos acessos.

A operação mobilizou equipes especializadas logo nas primeiras horas do dia, gerando apreensão para trabalhadores e estudantes que precisavam se deslocar na região entre Costa Barros, Pavuna e Anchieta.

Apreensão de fuzis e cerco policial no Complexo do Chapadão

Pelo segundo dia consecutivo, equipes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro entraram nas vielas do Chapadão para combater a atuação do tráfico de drogas que domina os pontos estratégicos da comunidade. Durante a incursão desta manhã, os policiais localizaram armamento pesado, incluindo fuzis de calibre restrito, além de prenderem homens apontados como integrantes do crime organizado local.

O material bélico e os detidos foram encaminhados para a delegacia da área para o registro do flagrante. De acordo com informações preliminares dos agentes em campo, as tropas avançaram em setores estratégicos com apoio de veículos blindados, com o objetivo de frear disputas territoriais e roubos de cargas que atingem as principais vias do entorno.

Nos últimos meses, a região do Chapadão tem sido alvo de operações recorrentes. O objetivo declarado das forças de segurança é sufocar o poder financeiro das quadrilhas e retirar de circulação armas de grosso calibre que colocam em risco motoristas que trafegam diariamente pela Avenida Brasil e pelas rodovias federais próximas.

Como fica a rotina na região da Pavuna e Costa Barros

Quem depende do transporte público ou precisa circular pelas imediações do Chapadão enfrentou momentos de lentidão no começo da manhã. Motoristas de vans e linhas municipais de ônibus precisaram redobrar os cuidados nos acessos da Estrada do Rio do Pau e da Rua Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, vias que frequentemente sofrem bloqueios preventivos em momentos de confronto.

As estações da SuperVia no ramal Belford Roxo e a Linha 2 do Metrô Rio na estação Pavuna operaram normalmente, mas com policiamento ostensivo ampliado nas passarelas e nos acessos principais. Usuários relataram que o medo de tiroteios reduziu o movimento de pedestres nas ruas de comércio próximo às entradas das comunidades.

A orientação dos órgãos municipais é que moradores e motoristas utilizem rotas alternativas, como a Avenida Brasil, evitando paradas em cruzamentos considerados vulneráveis durante o deslocamento nos horários de pico enquanto as ações de varredura continuarem em andamento.

O que já se sabe sobre a operação

A ação desta quarta-feira dá continuidade a uma ofensiva iniciada no dia anterior no mesmo complexo de favelas. Policiais militares atuam vasculhando possíveis esconderijos de materiais ilícitos, depósitos clandestinos e rotas de fuga utilizadas por criminosos armados.

A corporação confirmou a recuperação de fuzis e a captura de suspeitos, mas a contagem oficial definitiva de armamentos, munições, rádios transmissores e drogas apreendidas ainda depende da conclusão da perícia e da formalização na central de flagrantes. Não houve confirmação oficial de vítimas civis durante o confronto até o momento.

As investigações paralelas conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro buscam identificar as lideranças que ordenaram a estocagem dessas armas e que financiam a aquisição do arsenal de guerra apreendido pelos agentes estaduais.

Como denunciar esconderijos e armas

A colaboração da população que vive perto de áreas conflagradas é tratada como ponto fundamental para que o trabalho da polícia resulte em apreensões sem disparos. O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia e garante total sigilo aos denunciantes que queiram repassar detalhes sobre estoques de armas, esconderijos de suspeitos ou depósitos de cargas roubadas.

Para fazer contato com o canal telefônico, basta discar (21) 2253-1177. As informações também podem ser enviadas por meio do aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ” ou pelo WhatsApp do programa no número (21) 98849-6099. O denunciante não precisa dizer o próprio nome nem fornecer dados de documentos pessoais.

Em casos de emergência imediata, crimes em andamento na via pública ou presença de criminosos armados bloqueando ruas, a orientação é ligar diretamente para o Centro Integrado de Comando e Controle pelo telefone 190, que aciona as viaturas mais próximas do setor.

Quem responde pela investigação

A condução das primeiras apurações e a custódia dos presos estão a cargo da 39ª Delegacia de Polícia (Pavuna), unidade responsável pela cobertura geográfica do Complexo do Chapadão e bairros adjacentes. Caso haja apreensão de drogas em grande escala ou desdobramentos de inteligência, o caso pode ter suporte da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

O patrulhamento ostensivo no entorno é coordenado pelo 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá), batalhão responsável pelo policiamento de toda essa faixa da Zona Norte. O comando da unidade informou que o esquema de segurança reforçado nas saídas da comunidade permanecerá ativo ao longo do dia para evitar retaliações e garantir a circulação segura dos cidadãos.

Limpatech