Policiais militares apreenderam um fuzil, roupas camufladas e drogas na manhã desta terça-feira (13) no Conjunto da Marinha, em Marapicu, Nova Iguaçu. A ação tentou conter confrontos armados entre quadrilhas rivais na região da Baixada Fluminense.
Apreensão de fuzil e drogas durante cerco policial em Marapicu
Agentes do 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita) patrulhavam o Conjunto da Marinha para coibir invasões armadas. O setor enfrenta tensão constante por causa do avanço de grupos armados que tentam tomar pontos de venda de drogas vizinhos.
De acordo com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a equipe localizou homens armados em fuga em direção à comunidade do Grão Pará. Houve tiroteio no momento do cerco, assustando moradores que saíam para trabalhar.
Assim que os disparos cessaram, os suspeitos conseguiram escapar por áreas de mata. No local do confronto, os policiais recolheram um fuzil de calibre pesado, duas peças de roupas camufladas e sacolas com entorpecentes que seriam vendidos na localidade.
A carga de drogas foi levada para pesagem oficial na delegacia da área. Até o início da tarde, não havia confirmação sobre suspeitos presos ou feridos durante a troca de tiros.
O que já se sabe sobre a violência na região
O tiroteio desta terça-feira ocorre poucos dias após um episódio sangrento na mesma vizinhança. No último sábado (10), equipes de resgate localizaram três homens mortos a tiros na região de Marapicu.
Uma quarta pessoa baleada sobreviveu ao ataque daquele dia. Ela recebeu os primeiros socorros de emergência na UPA de Cabuçu (Unidade de Pronto Atendimento) e sobreviveu aos ferimentos.
A investigação desses assassinatos e da disputa territorial violenta está a cargo da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). A unidade especializada trabalha para identificar os envolvidos nos ataques recentes e confirmar a liderança das quadrilhas em confronto.
Como fica a rotina de quem mora e passa pelo local
O clima entre os bairros de Marapicu, Cabuçu e Grão Pará segue com vigilância reforçada. Moradores relatam apreensão ao caminhar pelas ruas de acesso e ao esperar o transporte público nos pontos da Estrada de Madureira e vias secundárias.
Comerciantes mantêm portas abertas com atenção redobrada aos barulhos da vizinhança. Linhas de vans e ônibus circulam, mas motoristas evitam paradas prolongadas em trechos próximos aos acessos das comunidades quando há movimentação estranha.
A Polícia Militar informou que o 20º BPM continuará com patrulhas nas vias principais de Nova Iguaçu. O objetivo informado é evitar que novas investidas de criminosos voltem a interromper a circulação dos moradores.
Quem responde pela segurança e investigação
O policiamento ostensivo no município de Nova Iguaçu e cidades vizinhas é responsabilidade do 20º Batalhão de Polícia Militar, sediado na cidade de Mesquita. A corporação monitora as denúncias de deslocamento de homens armados.
Já o trabalho investigativo sobre a guerra territorial e as mortes registradas no fim de semana segue sob comando da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Agentes buscam imagens, provas periciais e depoimentos para instruir os inquéritos criminais.
A Polícia Civil informou que o material apreendido com o grupo nesta terça-feira será submetido a perícia técnica. O exame balístico no fuzil pode indicar se a arma foi utilizada nos homicídios registrados no sábado anterior.
Como denunciar movimentações de criminosos
Quem tiver informações sobre o paradeiro de armas, esconderijo de suspeitos ou planos de novos confrontos na Baixada pode colaborar sem se identificar. O Disque Denúncia recebe dados da população 24 horas por dia.
- Telefone do Disque Denúncia do Rio: (21) 2253-1177 (atendimento com garantia total de anonimato);
- Aplicativo oficial: Disque Denúncia RJ;
- Central de Emergência da Polícia Militar: 190 (para flagrantes, tiroteios em andamento ou situações de risco imediato);
- Atendimento presencial na DHBF: Rua River, s/nº, no bairro Jardim Metrópole, em Belford Roxo.















