A Polícia Federal prendeu um passageiro que transportava medicamentos emagrecedores ilegais durante uma fiscalização de rotina no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, na Ilha do Governador, enquanto fazia conexão para o Espírito Santo.
Apreensão de remédios sem registro no Aeroporto do Galeão
O flagrante aconteceu durante a inspeção de bagagens conduzida por agentes da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Deain). O viajante havia embarcado em Foz do Iguaçu, no Paraná, fronteira com o Paraguai, e pretendia seguir viagem até a cidade de Vitória.
Ao passarem os pertences do homem pela esteira de fiscalização, os policiais federais encontraram dezenas de ampolas e frascos com substâncias para perda de peso e compostos anabolizantes. O material não tinha qualquer documentação fiscal ou autorização dos órgãos competentes.
Segundo a corporação, os produtos foram comprados no Paraguai e seriam revendidos de forma clandestina no mercado brasileiro. O passageiro não apresentou prescrição médica e tampouco tinha licença sanitária para trazer as fórmulas do exterior.
Após a revista no terminal aéreo, o suspeito foi encaminhado diretamente para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, localizada na Praça Mauá, na Região Portuária. No local, os policiais lavraram o auto de prisão em flagrante por importação ilegal de medicamentos sem registro.
O que já se sabe sobre o caso
Os relatórios oficiais da Polícia Federal apontam detalhes sobre as circunstâncias da abordagem. Há divergência em registros policiais preliminares quanto ao perfil exato: um registro aponta homem de 42 anos nascido em Colatina (ES), detido no domingo (11), enquanto outra autuação aponta passageiro de 46 anos, natural de São Paulo, parado no sábado (10) com carga análoga.
Ambas as ocorrências confirmam o mesmo trajeto: voo comercial com origem em Foz do Iguaçu, escala programada no Galeão e parada final no Aeroporto de Vitória. A rota é frequentemente monitorada pelas autoridades por causa do comércio ilegal na tríplice fronteira.
Todos os frascos e ampolas recolhidos foram encaminhados para a perícia técnica federal. Os peritos vão analisar as substâncias químicas presentes nos vidros para verificar se há venenos, dosagens tóxicas ou princípios ativos proibidos em território nacional.
Quem responde por isso
O inquérito policial fica sob responsabilidade da Deain, unidade da Polícia Federal especializada no policiamento e controle aduaneiro dentro do Galeão. O caso segue para acompanhamento da Justiça Federal, já que envolve contrabando interestadual e transfronteiriço.
Se for condenado pelo crime de importação de medicamento sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o passageiro pode pegar de 10 a 15 anos de prisão, além de multa, conforme estabelece o Código Penal Brasileiro.
A Anvisa lembra que produtos sem certificação representam perigo real à saúde pública. Eles costumam conter impurezas químicas severas, doses adulteradas e compostos que provocam arritmias cardíacas graves, falência renal e até paradas respiratórias repentinas.
Como denunciar a venda clandestina
A população que souber de estoques clandestinos, depósitos de remédios falsificados ou venda de emagrecedores sem receita no Rio de Janeiro pode fazer denúncias de forma anônima. As informações ajudam os órgãos de segurança a retirar os compostos do mercado informal.
Para acionar as autoridades fluminenses, qualquer cidadão pode ligar para o Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177. O atendimento funciona 24 horas por dia, aceita chamadas via WhatsApp no mesmo número e garante o sigilo total da identidade de quem repassa os dados.
Denúncias diretas à Polícia Federal podem ser formalizadas através da página da Ouvidoria da PF na internet ou presencialmente na sede do órgão, na Avenida Rodrigues Alves, número 1, no Centro do Rio de Janeiro. Reclamações de propagandas enganosas na internet também podem ser cadastradas na Ouvidoria Geral da Anvisa pelo telefone 0800 642 9782.
Como fica a rotina do aeroporto
A operação de rotina da Polícia Federal não causou atrasos nos embarques e desembarques do Galeão. As salas de embarque e as esteiras do terminal de passageiros funcionam com fluxo regular para voos domésticos e viagens internacionais.
A PF e a Receita Federal informaram que o patrulhamento preventivo e a checagem eletrônica por raio-x seguem reforçados nas esteiras de bagagem dos voos vindos da região de fronteira, sem impacto no tempo de conexão dos passageiros que estão em trânsito legal.
Foto: R7 Rio (raspagem)















