Um caso de violência grave mobilizou a polícia após um PM aposentado mata cuidadora em uma residência na Zona Sul de São Paulo. O suspeito, um homem de 89 anos, foi preso em flagrante após ser localizado dentro de um ônibus, logo depois do crime.
De acordo com informações das autoridades, o policial militar aposentado Rodolpho Lima Santos é acusado de matar a própria cuidadora, Francisca Sebastião da Silva, de 61 anos, após uma discussão que teria sido motivada por questões financeiras e supostas dívidas trabalhistas.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 14h55 para atender a um pedido de socorro na região do Jardim Ângela. Ao chegarem ao endereço, os agentes receberam a informação de que o agressor teria deixado o local e estaria tentando fugir utilizando transporte público.
Os policiais localizaram o ônibus indicado e abordaram o suspeito. Durante a abordagem, os agentes perceberam que o homem apresentava manchas de sangue na roupa.
Segundo o registro policial, o idoso acabou confessando o crime durante a abordagem. Ele teria dito aos policiais que estava a caminho da Corregedoria da Polícia Militar para se apresentar voluntariamente.
Após a detenção, os agentes retornaram à residência onde o crime aconteceu. No imóvel, encontraram Francisca caída e ensanguentada.
Equipes de socorro chegaram a ser acionadas e tentaram reanimar a vítima, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Testemunhas relataram que os gritos de socorro da vítima foram ouvidos por uma vizinha. Preocupada, ela foi até a casa acompanhada da prima para verificar o que estava acontecendo.
Segundo o boletim de ocorrência, ao perceberem que ninguém atendia, as duas decidiram forçar o portão para entrar na residência. Dentro do imóvel, encontraram o suspeito sobre a vítima, que ainda pedia ajuda.
As testemunhas acionaram imediatamente a polícia. Durante o momento de tensão, a prima da vizinha — que está grávida — passou mal e precisou se afastar do local.
O policial militar aposentado foi preso em flagrante e encaminhado para o presídio especial da Polícia Militar.
O caso foi registrado como feminicídio no 47º Distrito Policial, no Capão Redondo, e segue sob investigação das autoridades.
A morte da cuidadora gerou forte repercussão e reforça o alerta sobre casos de violência contra mulheres, que continuam sendo alvo de investigações e ações das autoridades em diferentes regiões do país.














