PM acha tonel com R$ 25 mil em drogas enterrado em mata em Magé

A Polícia Militar apreendeu R$ 25.350 em entorpecentes enterrados em um tonel em área de mata no bairro do Saco, em Magé, na Baixada Fluminense. A ação ocorreu nesta quarta-feira e impediu a distribuição de milhares de doses no município.

Equipes do 34º BPM (Magé) chegaram ao ponto exato após monitorarem movimentações suspeitas na Rua Pará. O local vinha sendo usado como esconderijo estratégico para o armazenamento de cargas antes do repasse aos pontos de venda da região.

Apreensão de entorpecentes enterrados no bairro do Saco

O esconderijo clandestino ficava em um trecho de mata fechada. Segundo a polícia, o material recolhido pertence a criminosos ligados à facção Comando Vermelho, que dominam o tráfico nessa parte da cidade.

Os policiais militares desenterraram um tonel plástico que servia de depósito subterrâneo. Dentro do recipiente, os agentes encontraram 2.145 pinos de cocaína, que eram vendidos a R$ 10 cada, somando R$ 21.450. Também foram recolhidas 195 pedras de crack, avaliadas em R$ 3.900.

Ao todo, foram retiradas de circulação 2.340 porções de drogas, já divididas e embaladas em 36 cargas prontas para a venda. O trabalho de inteligência do batalhão apontou que o material era guardado por um suspeito oriundo da Vila Esperança, comunidade vizinha ao bairro do Saco.

Todo o carregamento apreendido foi levado diretamente para a 65ª DP (Magé). Na unidade distrital da Polícia Civil, os agentes formalizaram o boletim de ocorrência e encaminharam as substâncias para a perícia técnica do Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

O que já se sabe sobre a investigação

A investigação policial aponta que a área de mata servia de entreposto temporário. Traficantes costumam enterrar galões e tonéis plásticos para evitar perdas em batidas diárias das equipes de patrulhamento da PM.

A Polícia Civil agora busca confirmar a identidade do homem responsável pela guarda e distribuição do material na Vila Esperança. Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido preso no local durante a localização do tonel.

Os agentes continuam cruzando informações recolhidas pelo setor de inteligência da PM com dados de inquéritos abertos na 65ª DP. O foco é identificar os líderes da organização criminosa que financiam o transporte de cargas de entorpecentes para a Baixada Fluminense.

Como fica a região de Magé

O policiamento segue reforçado no entorno do bairro do Saco e nos acessos à Vila Esperança para inibir confrontos e tentativas de novas movimentações de entorpecentes. Segundo a Polícia Militar, a circulação de veículos e de linhas municipais de ônibus segue sem alterações na Rua Pará.

O comércio local e as unidades de ensino da rede municipal funcionam dentro da rotina nesta quinta-feira. Moradores relataram presença constante de viaturas em rondas pelas vias principais do bairro para evitar retaliações ou novos pontos de venda a céu aberto.

Motoristas e pedestres que circulam pela Baixada Fluminense devem manter a atenção ao transitar em trechos próximos a áreas de mata, onde barricadas e postos de vigia de traficantes costumam ser montados clandestinamente.

Quem responde por isso

O policiamento ostensivo e preventivo em Magé é de responsabilidade do 34º BPM (Magé), unidade responsável pela apreensão do material enterrado. Qualquer movimentação atípica em áreas de mata ou presença de homens armados pode ser comunicada imediatamente ao batalhão pelo telefone 190 da PMERJ.

O inquérito sobre o tráfico local corre na 65ª DP (Magé), localizada na Avenida Simão da Mota, número 841, no Centro de Magé. A delegacia atende a população presencialmente em regime de plantão de 24 horas todos os dias.

Quem tiver documentos furtados, perder pertences em ações criminosas ou sofrer ameaças pode procurar o balcão da unidade com documento oficial com foto ou utilizar o sistema da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Como denunciar esconderijos e tráfico

A população de Magé e de municípios vizinhos pode colaborar com as forças de segurança repassando informações sobre esconderijos, depósitos de armas e movimentação de criminosos sem precisar se identificar.

O Disque Denúncia do Rio funciona pelo telefone (21) 2253-1177, com linha disponível durante 24 horas por dia. Também é possível repassar relatos pelo canal de WhatsApp oficial no número (21) 2253-1177 ou pelo aplicativo móvel Disque Denúncia RJ.

Todas as ligações são gratuitas e garantem sigilo absoluto aos denunciantes. Informações precisas sobre nomes de ruas, pontos de referência em áreas de vegetação e apelidos de envolvidos ajudam as equipes policiais a planejarem operações sem colocar a vizinhança em perigo.

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