A Patrulha Ambiental apreendeu dois emus nesta quarta-feira (7) em uma casa na Rua Ismael Nery, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. As aves exóticas agora serão transferidas para o BioParque do Rio, localizado em São Cristóvão.
Resgate das aves em Campo Grande mobiliza órgãos ambientais
O caso ganhou repercussão após uma das aves escapar e correr entre os veículos no Viaduto da Avenida Artur Rios na terça-feira (6). Motoristas registraram imagens do animal tentando desviar dos carros em pleno tráfego, assustando quem passava pelo local.
A partir das gravações e de denúncias, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima localizaram o endereço onde a ave estava abrigada. No quintal do imóvel, os fiscais encontraram um casal da espécie, sendo um macho e uma fêmea.
Os responsáveis não tinham autorização legal para a posse dos animais. Diante da falta de documentação do órgão ambiental competente, a equipe realizou a apreensão imediata das aves.
O que a polícia apurou sobre a origem dos animais
Os dois moradores foram conduzidos para prestar esclarecimentos na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), na Cidade da Polícia. De acordo com as investigações preliminares, as aves teriam sido compradas em um criatório localizado no município de Maricá, na Região Metropolitana.
Em depoimento, os tutores afirmaram que os animais foram adquiridos para servir de presente a uma criança da família. No entanto, nenhum documento fiscal ou autorização do Ibama foi apresentado para comprovar a procedência legal do criadouro.
A Polícia Civil instaurou procedimento para investigar se houve crime ambiental por introdução de espécie exótica sem parecer técnico oficial ou manutenção irregular de fauna. O suposto criadouro vendedor em Maricá também deverá ser alvo de fiscalização nos próximos dias.
Como será o atendimento no BioParque do Rio
Após a apreensão, os dois emus serão levados diretamente para a estrutura do BioParque do Rio, situado no Parque da Quinta da Boa Vista, na Zona Norte da capital fluminense. As aves entrarão em isolamento sanitário obrigatório.
Segundo o diretor-técnico da instituição, Gérson Norberto, os animais passarão por exames clínicos detalhados para verificar o estado nutricional e possíveis lesões causadas pela fuga no asfalto. Durante o período de quarentena, não haverá visitação pública para evitar estresse.
A equipe de biólogos e veterinários vai fornecer uma dieta balanceada com foco em vegetais e sementes, simulando o hábito alimentar natural da espécie. O emu é uma ave nativa da Austrália, parente próxima do avestruz e da ema brasileira, podendo atingir até dois metros de altura e correr em alta velocidade.
Como denunciar a criação irregular de animais silvestres
A criação de animais silvestres ou exóticos sem autorização de órgãos ambientais federais ou estaduais é proibida por lei. Quem flagrar animais silvestres soltos em vias públicas ou mantidos em cativeiro clandestino pode acionar a Prefeitura do Rio pela Central 1746, que funciona 24 horas por telefone ou pelo aplicativo.
Para denúncias anônimas de comércio ilegal, tráfico de fauna ou maus-tratos a animais, a população pode entrar em contato com o programa Linha Verde, do Disque Denúncia do Rio, pelo número 2253-1177 ou pelo telefone 0300 253 1177 no interior do estado.
Casos com flagrante de cativeiro irregular também podem ser registrados diretamente na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), situada na Avenida Dom Hélder Câmara, 2066, no Jacarezinho, ou através da delegacia eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.














