Piloto da Core morto recebe cortejo com homenagens na Zona Sul do Rio

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O piloto da Core morto após mais de um ano de luta pela vida recebeu, nesta terça-feira (19), um cortejo com homenagens na Zona Sul do Rio. Felipe Monteiro Marques, de 46 anos, foi baleado em março de 2025 durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, na Zona Oeste, quando estava como copiloto em um helicóptero da corporação.

O corpo do agente deixou a sede do Serviço Aeropolicial (Saer), na Lagoa, em um caminhão do Corpo de Bombeiros. De lá, o cortejo seguiu por trechos da orla de Ipanema e do Leblon, passou pelo Aterro do Flamengo e pela Avenida Brasil, até o Cemitério da Paciência, no Caju, na Zona Norte.

Durante a passagem pela orla, cinco helicópteros fizeram um sobrevoo em homenagem ao policial. Viaturas também acompanharam o trajeto com sirenes ligadas, em uma demonstração de respeito de colegas de farda e integrantes das forças de segurança.

Felipe morreu no último domingo, depois de enfrentar um longo período de internações, tratamentos e reabilitação. O agente havia sido atingido por um disparo durante a ação policial na Vila Aliança e, desde então, vinha recebendo acompanhamento médico.

Após o período inicial de internação, o piloto chegou a receber alta do Hospital São Lucas, em Copacabana, no dia 15 de dezembro do ano passado. Em seguida, iniciou uma fase de reabilitação, acompanhada de perto pela família.

A recuperação, no entanto, sofreu novos desafios. Felipe precisou ser internado novamente após uma infecção, e seu estado de saúde passou a se agravar desde abril. A morte causou forte comoção entre familiares, amigos e colegas da Polícia Civil.

A viúva, Keidna Marques, acompanhou publicamente parte da batalha do marido pela vida por meio das redes sociais. Em publicações emocionadas, ela compartilhou lembranças do casal e homenagens ao policial.

Em uma das mensagens de despedida, Keidna mostrou a última foto que havia feito de Felipe, destacando uma tatuagem com seu nome e a expressão “my love”. Ela também relembrou a forma como o marido demonstrava afeto nos pequenos gestos.

“Você sempre teve o seu jeito de demonstrar amor… nos gestos, nas atitudes, nos detalhes que ficavam guardados na memória”, escreveu Keidna Marques nas redes sociais.

Antes da cremação, estavam previstos um velório e uma missa no Cemitério da Paciência. Também havia previsão de novo sobrevoo de helicópteros no local, reforçando as homenagens ao agente.

A despedida de Felipe Monteiro Marques reuniu dor, reconhecimento e solidariedade. Para os colegas de corporação, o cortejo representou não apenas o adeus a um policial, mas também uma homenagem à trajetória de um agente que atuava em uma das unidades mais especializadas da Polícia Civil do Rio.

O caso do piloto da Core morto reacende a memória dos riscos enfrentados por agentes de segurança em operações no estado. No Rio, a homenagem desta terça-feira transformou ruas e avenidas em cenário de comoção para marcar a última despedida de Felipe.

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