A Polícia Federal prendeu em flagrante uma mulher que tentava embarcar com cerca de 3 quilos de cocaína no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, na Ilha do Governador. O caso aconteceu na última terça-feira durante uma fiscalização de rotina.
Os agentes federais encontraram o entorpecente escondido dentro da bagagem que a passageira já havia despachado para o voo. A ação contou com o apoio fundamental de agentes da Receita Federal do Brasil no monitoramento do terminal.
Fiscalização no Galeão intercepta droga que iria para a África
De acordo com a Polícia Federal, a mulher pretendia pegar um voo comercial com destino final em Adis Abeba, capital da Etiópia. O trajeto previa uma escala intermediária em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A droga foi identificada logo após a análise do material despachado no check-in.
A prisão ocorreu após cruzamento de dados de inteligência e fiscalização contínua sobre passageiros suspeitos. A mulher, que não teve a identidade divulgada pelas autoridades, foi levada para a Superintendência da Polícia Federal e depois encaminhada ao sistema prisional do estado do Rio de Janeiro, onde ficará à disposição da Justiça Federal.
A suspeita vai responder pelo crime de tráfico internacional de drogas. Se for condenada, a pena pode ultrapassar 15 anos de prisão, com agravante devido ao meio de transporte utilizado e ao destino internacional do entorpecente.
O que já se sabe sobre o caso no Galeão
A droga estava distribuída na estrutura da mala despachada pela passageira. As equipes de fiscalização desconfiaram das imagens do raio-x e resolveram abrir a bagagem na presença da mulher. Dentro, encontraram os tabletes de cocaína devidamente embalados para tentar burlar os cães farejadores e os equipamentos de detecção.
O trabalho conjunto entre a Polícia Federal e a Receita Federal tem intensificado o cerco contra o envio de entorpecentes para fora do país a partir dos aeroportos cariocas. O uso de passageiros como mulas do tráfico é uma tática frequente das quadrilhas internacionais, que aliciam pessoas vulneráveis sob promessa de pagamento em dinheiro.
A Polícia Federal agora mantém as investigações abertas para descobrir quem entregou a droga à mulher no Rio de Janeiro e quem receberia o carregamento na África. O material apreendido foi encaminhado para perícia técnica para constatação oficial do teor e do peso exato da substância.
Como fica a rotina do aeroporto para os passageiros
A operação policial não afetou o cronograma dos voos nem o funcionamento normal do Aeroporto Internacional Tom Jobim. As áreas de embarque e desembarque continuam operando sem atrasos ou interrupções. Os passageiros que têm viagens marcadas para os próximos dias não precisam se preocupar com bloqueios nos terminais.
O setor de segurança do Galeão orienta que os passageiros fiquem atentos às suas bagagens pessoais durante toda a permanência no terminal. A recomendação principal é jamais aceitar transportar malas, pacotes ou objetos de pessoas desconhecidas, independentemente da justificativa apresentada no aeroporto.
Além disso, ao despachar as malas, o passageiro deve garantir que a bagagem esteja trancada com cadeados ou lacres de segurança. Qualquer abordagem suspeita no saguão deve ser informada imediatamente aos policiais militares ou aos agentes da PF que patrulham o local.
Quem responde pelo combate ao tráfico nos aeroportos
O combate ao tráfico internacional de drogas e armas em pontos de entrada e saída do país é de responsabilidade da Polícia Federal, que atua em parceria com a Receita Federal do Brasil nos trabalhos de alfândega e fiscalização de bagagens e cargas.
No Aeroporto do Galeão, a Polícia Federal mantém uma delegacia especial que funciona 24 horas por dia. O trabalho conta com o apoio de cães farejadores, câmeras de monitoramento com reconhecimento e sistemas de inteligência integrados com órgãos policiais de outros países.
A Receita Federal atua na conferência de mercadorias e na fiscalização do fluxo de passageiros que chegam ou saem do Brasil, utilizando escâneres de alta precisão para inspecionar tudo o que entra no porão das aeronaves.
Como denunciar esquemas de tráfico e crimes federais
A população pode ajudar o trabalho das forças de segurança enviando informações sobre a atuação de traficantes e aliciadores no estado do Rio de Janeiro. As denúncias podem ser feitas de forma totalmente anônima, sem a necessidade de se identificar.
O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone (21) 2253-1177 e funciona 24 horas por dia. Também é possível enviar informações e fotos pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp do serviço, no número (21) 2253-1177. O sigilo do denunciante é garantido por lei.
Para casos específicos de crimes federais, como o tráfico internacional de drogas e armas, a Polícia Federal disponibiliza o telefone (21) 2204-6000 para contato direto com a Superintendência Regional no Rio de Janeiro, localizada na Praça Mauá, no Centro da cidade.















