A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na manhã desta quarta-feira (7). A ação mirou um suspeito de armazenar e vender arquivos com cenas de abuso infantil pela internet.
A ofensiva faz parte da Operação Guardiões IV. Os agentes federais foram até o endereço do investigado para recolher equipamentos eletrônicos e barrar a circulação de materiais ilegais que violentam crianças e adolescentes na rede.
Operação Guardiões IV mira rede de crimes cibernéticos na Baixada
Durante a batida policial no município da Baixada Fluminense, os agentes apreenderam o computador usado pelo investigado. A máquina agora passará por uma perícia detalhada do Instituto de Criminalística da corporação.
Os peritos vão analisar discos rígidos e históricos de navegação para descobrir se existem mais vítimas identificadas. A apuração tenta descobrir também se o suspeito mantinha contato direto com outros criminosos ou se participava de fóruns fechados para negociar as mídias.
Segundo informou a Polícia Federal, a investigação começou longe do Rio de Janeiro. As apurações tiveram início no estado de Roraima, em 2025, logo após o monitoramento federal detectar o envio de ao menos 107 arquivos contendo violência sexual infantil.
Com o cruzamento de dados técnicos de rede e endereços de IP, os policiais rastrearam a origem da conexão. O sinal digital apontou diretamente para uma residência localizada em Belford Roxo, o que motivou o pedido judicial de busca.
O que já se sabe sobre a investigação
O caso está sob responsabilidade direta da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu, unidade que atende as demandas federais da Baixada Fluminense. Foram os agentes locais que executaram a ordem de busca nesta quarta-feira.
De acordo com os policiais, o homem pode responder pelos crimes de armazenamento, compartilhamento e comercialização de material com conteúdo de abuso infantil na internet. Se as acusações forem confirmadas, as penas somadas podem resultar em vários anos de prisão em regime fechado.
A polícia não divulgou a identidade do investigado para não comprometer o sigilo dos inquéritos que ainda estão em andamento. Novas pessoas podem ser intimadas a prestar depoimento nos próximos dias conforme o conteúdo do computador for extraído pelos analistas.
Como denunciar casos de violência infantil
A população tem papel fundamental para interromper crimes digitais e proteger menores de idade contra predadores na internet. As denúncias ajudam a polícia a mapear e retirar materiais ilegais do ar antes que circulem amplamente.
- Disque 100 (Direitos Humanos): Canal federal gratuito, com funcionamento 24 horas por dia. Recebe denúncias anônimas de violação contra crianças.
- Disque Denúncia do Rio de Janeiro: Telefone (21) 2253-1177. Funciona 24 horas, garante sigilo total e repassa informações diretamente às forças de segurança fluminenses.
- Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu: Fica na Rua Iracema Soares Pereira Junqueira, número 35, Centro de Nova Iguaçu. Denúncias também podem ser formalizadas no site oficial da Polícia Federal.
- SaferNet Brasil: Plataforma civil que recebe notificações diretas de páginas da internet que hospedam conteúdos criminosos ou abusivos.
O que fazer para proteger crianças e jovens na internet
Diante do crescimento de crimes virtuais, a Polícia Federal reforçou a orientação para que pais e responsáveis acompanhem a rotina digital de crianças e jovens. O diálogo constante dentro de casa costuma ser a principal barreira contra abordagens criminosas.
Os especialistas recomendam que computadores e aparelhos celulares não fiquem restritos a cômodos fechados com portas trancadas. É importante verificar quais aplicativos de mensagens, salas de bate-papo e redes sociais os menores utilizam no dia a dia.
Os jovens também precisam ser instruídos a nunca compartilhar fotos íntimas, vídeos pessoais ou dados como endereço residencial e nome da escola onde estudam. Caso a criança relate conversas estranhas ou pedidos de fotos por parte de desconhecidos na internet, os responsáveis devem procurar imediatamente uma delegacia da Polícia Civil ou a própria Polícia Federal, levando capturas de tela e o aparelho utilizado.
Foto: R7 Rio (raspagem)















