A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Nova Capistrum com mandados judiciais cumpridos simultaneamente no Rio de Janeiro e no estado da Paraíba. A ação mobiliza equipes policiais logo nas primeiras horas do dia para recolher provas e aprofundar investigações em andamento.
Polícia Federal cumpre mandados no Rio e na Paraíba
Agentes federais saíram às ruas cedo para cumprir ordens de busca, apreensão e eventuais medidas restritivas determinadas pela Justiça. As equipes concentram diligências em endereços ligados a investigados nos dois estados. No território fluminense, viaturas descaracterizadas e viaturas oficiais foram vistas em deslocamento para assegurar o cumprimento rápido das decisões judiciais.
A investigação apura a atuação de um esquema articulado entre diferentes regiões do país. O trabalho conjunto visa colher documentos, mídias digitais, telefones celulares e registros financeiros que possam comprovar os crimes sob suspeita. O material apreendido pelos policiais será encaminhado diretamente para a perícia técnica da corporação.
Segundo a Polícia Federal, as diligências ocorrem sem registro de confrontos armados ou bloqueios generalizados no trânsito das cidades atingidas. A corporação ainda mantém sob sigilo detalhes estratégicos de nomes e locais exatos de cumprimento das ordens judiciais para garantir o sucesso das buscas e evitar fuga de suspeitos.
O que já se sabe sobre a operação
Até o momento, a corporação confirmou oficialmente que as ações se concentram nos dois estados citados, com foco na coleta de provas materiais. Todo o material recolhido nas primeiras horas do dia é catalogado em relatórios periciais que serão anexados ao inquérito principal.
Os autos do processo tramitam na Justiça Federal com medidas cautelares autorizadas para quebrar eventuais sigilos de dados. A corporação ainda deve emitir nota complementar com balanço consolidado de bens apreendidos, eventuais valores retidos e mandados efetivamente cumpridos assim que todas as equipes retornarem às bases operacionais.
Qualquer pessoa conduzida para prestar depoimento é ouvida formalmente na sede da Superintendência Regional da PF. Os advogados constituídos têm acesso aos autos do inquérito conforme estabelece a legislação brasileira, respeitando as garantias de ampla defesa dos investigados.
Como denunciar esquemas criminosos
Quem tiver informações sobre crimes federais, desvios ou esquemas ilegais pode colaborar de forma segura e anônima com as autoridades de segurança pública. O Disque Denúncia do Rio atende a população ininterruptamente durante todo o ano.
- Disque Denúncia RJ: telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia e garantia absoluta de anonimato.
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177, canal que aceita mensagens de texto, fotos e vídeos de movimentações suspeitas.
- Polícia Federal: canal de denúncias pelo site oficial gov.br/pf ou pelo telefone geral da Superintendência Regional no Rio (21) 2203-4000.
O cidadão não precisa se identificar para passar pistas às forças de segurança. A colaboração popular auxilia no mapeamento de quadrilhas interestaduais e no esclarecimento de fraudes complexas.
Quem responde por isso e próximos passos
A investigação é conduzida pela Polícia Federal, sob supervisão do Ministério Público Federal e da Justiça Federal competente. Os investigadores analisam os vínculos entre as frentes que operavam no Rio de Janeiro e na Paraíba para entender a extensão territorial do grupo.
Nos próximos dias, a perícia da PF vai extrair dados dos equipamentos de informática apreendidos para confrontar informações de depoimentos e cruzamentos bancários. Relatórios complementares serão apresentados ao juiz da causa para decidir sobre o prosseguimento das medidas cautelares e eventuais denúncias formais.














