Moradores de Macaé ficaram sem iluminação na Praça Joventino de Souza após criminosos levarem a fiação de cobre do espaço na última quinta-feira. Três suspeitos foram detidos pela polícia no bairro Lagomar.
Crime no espaço recém-inaugurado mobiliza cerco a receptadores
A praça, que fica no bairro Ajuda de Cima, havia sido entregue aos moradores apenas três dias antes da ação dos criminosos. A retirada dos fios comprometeu diretamente os postes e refletores que garantem o lazer noturno das famílias da região.
Policiais do Programa Estadual de Integração na Segurança, em conjunto com agentes do 32º Batalhão de Polícia Militar, localizaram três pessoas suspeitas no bairro Lagomar. Entre os detidos estão dois homens adultos e um adolescente de 17 anos.
Na abordagem, os agentes identificaram um comprovante de transferência bancária via Pix no valor de R$ 260,80. A polícia apura se essa quantia corresponde exatamente ao pagamento pela venda dos cabos arrancados da praça pública.
O material teria sido negociado com um ferro-velho da mesma região. O caso foi registrado na 123ª Delegacia de Polícia de Macaé, onde a equipe da Polícia Civil trabalha para definir o grau de envolvimento de cada um dos detidos na ação criminosa e na receptação.
O que muda para quem mora na região
Quem vive no entorno da Praça Joventino de Souza sentiu o impacto de imediato. Famílias que costumam levar crianças no fim da tarde agora evitam os pontos que ficaram no escuro por medo de novos delitos.
O comércio local também sofre com a perda de circulação de pessoas no período da noite. As equipes técnicas do município já foram acionadas para fazer o levantamento do estrago e providenciar o conserto da rede elétrica da praça.
O prefeito Welberth Rezende anunciou que vai revogar o alvará de funcionamento do ferro-velho investigado. Segundo a administração municipal, o rigor será aplicado a qualquer comércio que comprar material de origem criminosa na cidade.
Como denunciar ações criminosas
A população pode ajudar a fiscalizar e combater o vandalismo contra o patrimônio público informando movimentações estranhas. As denúncias ajudam a direcionar o patrulhamento preventivo e as fiscalizações de posturas.
- Guarda Municipal de Macaé: atendimento 24 horas pelo telefone 153, com opção de relato totalmente anônimo.
- Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro: acionamento emergencial de viaturas pelo telefone 190.
- Disque Denúncia do Rio: relatos sigilosos podem ser feitos pelo telefone (21) 2253-1177, disponível 24 horas.
Quem responde por isso
A investigação criminal está sob os cuidados da 123ª Delegacia de Polícia de Macaé, que analisa os registros financeiros e a conduta do proprietário do ferro-velho. O comércio de sucata sem procedência legal configura crime de receptação qualificada.
A segurança ostensiva no município é reforçada pelas equipes da 1ª Companhia do 32º Batalhão de Polícia Militar, incluindo o Grupamento de Ações Táticas. A fiscalização de alvarás e tributos cabe à Secretaria Executiva de Segurança Pública e aos fiscais de posturas da Prefeitura de Macaé.
O que já se sabe sobre a apuração
O ataque ao patrimônio ocorreu na quinta-feira, dia 15, gerando revolta na comunidade da Ajuda de Cima logo após a festa de inauguração. A captura dos três suspeitos aconteceu no sábado seguinte, durante diligências no Lagomar.
A perícia busca rastrear para onde o cobre foi levado após sair do estabelecimento clandestino. Até o momento, os donos do ferro-velho citado prestam esclarecimentos, enquanto o procedimento administrativo para cancelamento do alvará segue aberto na prefeitura.














