A Polícia Federal abriu uma investigação para analisar se a tornozeleira de Bolsonaro sofreu uma tentativa de corte com material quente ou ferramenta de soldagem. O alerta de violação foi registrado às 0h08 deste sábado e comunicado imediatamente pelo Centro Integrado de Monitoração Eletrônica às autoridades que acompanham as medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal.
Segundo investigadores da Polícia Federal, o equipamento precisou ser substituído ainda durante a madrugada após apresentar uma violação considerada grave. O indício de dano foi citado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, como um dos fundamentos para decretar a prisão preventiva do ex-presidente. Integrantes da PF afirmam que o problema não tem relação com falta de bateria, descartando de imediato essa hipótese.
A versão de que Bolsonaro teria deixado a bateria descarregar passou a circular entre pessoas próximas ao ex-presidente, mas foi negada tanto por membros da PF quanto por servidores da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Eles explicaram que os sistemas emitem alertas completamente diferentes para casos de baixa carga e para tentativas de violação, e no episódio envolvendo o ex-presidente, o sinal registrado foi claramente o de dano ao equipamento.
Uma das linhas de apuração da Polícia Federal considera que possa ter havido uma tentativa de remover a tornozeleira utilizando material de soldagem ou outra fonte de calor intenso. Essa possibilidade permanece sob análise, e o dispositivo será periciado para determinar exatamente o que causou a violação.














