PF apreende fuzis e pistolas no Rio na Operação Polaridade

A Polícia Federal apreendeu fuzis e pistolas no Rio de Janeiro durante uma nova fase da Operação Polaridade. A ação mira redes criminosas que abastecem facções armadas que atuam na Região Metropolitana do estado.

Apreensão de armamento pesado em ofensiva federal

Agentes da Polícia Federal cumpriram medidas judiciais para desarticular rotas clandestinas de armamento na capital e cidades vizinhas. Durante as diligências, as equipes localizaram pelo menos três fuzis e armas de porte, retirando o material bélico de circulação antes que chegasse aos pontos conflagrados.

As informações oficiais apontam divergência quanto ao total exato de armas curtas recolhidas. A Polícia Federal registrou a apreensão de três fuzis e quatro pistolas em seu relatório de ocorrência, enquanto os primeiros relatos operacionais indicavam três fuzis e três pistolas. Todo o arsenal recolhido foi encaminhado para a Superintendência Regional da PF, localizada na Praça Mauá, na Região Central do Rio, onde passará por exames balísticos e perícia técnica minuciosa.

A Operação Polaridade investiga o esquema logístico que faz armas de calibre restrito entrarem em território fluminense. De acordo com a apuração policial, essas armas costumam cruzar divisas interestaduais escondidas em veículos comuns ou cargas comerciais para serem vendidas a grupos criminosos que disputam o controle de territórios urbanos.

O que já se sabe sobre o caso

Os investigadores monitoravam intermediários suspeitos de negociar armamento para comunidades cariocas há várias semanas. A operação desta etapa avançou para interceptar o lote antes de sua distribuição final nos morros da cidade.

Os materiais apreendidos incluem munições compatíveis com fuzis, equipamentos frequentemente usados em confrontos urbanos. A Polícia Federal busca agora identificar os responsáveis pelo transporte e os financiadores do esquema. Os laudos do Instituto de Criminalística devem revelar nos próximos dias se alguma das armas foi usada recentemente em assaltos ou trocas de tiros registradas no estado.

Até o momento, a corporação não divulgou nomes de presos nem a localização exata de todos os endereços vistoriados, resguardando o sigilo necessário para as próximas fases do inquérito policial.

Como denunciar esquemas de armas e esconderijos

A participação da população é fundamental para enfraquecer o poderio bélico que alimenta a violência armada nos bairros. Quem souber de depósitos clandestinos, estoques de munição ou movimentação de armamentos pode acionar os canais anônimos.

  • Disque Denúncia do Rio: Ligue para o número (21) 2253-1177. O serviço atende 24 horas por dia, todos os dias da semana, sem a obrigação de se identificar.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: As mensagens podem ser enviadas para o número (21) 2253-1177, com envio de fotos, áudios ou vídeos anônimos.
  • Superintendência da Polícia Federal no Rio: Para denúncias de competência federal envolvendo tráfico de armas ou rotas interestaduais, o atendimento geral funciona na Avenida Rodrigues Alves, 1, Saúde, ou pelo telefone de plantão (21) 2203-4000.

Como fica a rotina das regiões atendidas

Operações policiais voltadas para apreensão de armas costumam causar tensão inicial entre moradores e trabalhadores que circulam perto das áreas alvos. Quando ocorrem em áreas urbanas de grande movimentação, o trânsito pode registrar retenções temporárias devido a bloqueios montados para a passagem de viaturas táticas e transporte de custodiados.

Linhas de ônibus municipais e intermunicipais podem adotar desvios rápidos sob orientação da CET-Rio em caso de movimentações no tráfego perto da região portuária e eixos centrais. Unidades escolares e postos de saúde funcionam de acordo com as diretrizes locais de acesso seguro estabelecidas pela prefeitura da capital quando há intervenção policial nas redondezas.

A rotina para quem precisa passar pela região central ou acessar linhas que cruzam vias expressas permanece monitorada pelo Centro de Operações Rio (COR), que atualiza condições de fluxo em tempo real.

Quem responde pela investigação

O caso está sob responsabilidade direta da Delegacia de Repressão a Drogas e Facções Criminosas da Polícia Federal, que atua em conjunto com outros órgãos federais de inteligência. A equipe de investigação mantém contato com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro para cruzar dados balísticos com os bancos de dados estaduais.

Os agentes continuam cruzando dados telefônicos e fiscais obtidos com autorização judicial para chegar aos intermediários financeiros que movimentam o dinheiro do crime organizado. Novos mandados de busca e apreensão podem ser expedidos pela Justiça Federal nas próximas semanas com base no material recolhido.

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