PF apreende fuzis e pistolas comprados com fraude na Baixada

A Polícia Federal apreendeu três fuzis calibre 7,62 mm e três pistolas calibre 9 mm que foram comprados com o uso de documentos falsos na Baixada Fluminense. O armamento pesado estava escondido dentro de duas lojas credenciadas de armas em Piabetá, no município de Magé, e em Xerém, em Duque de Caxias.

Esquema usava lojas legais para desviar armamento pesado na Baixada

A ação foi deflagrada por agentes da Delegacia de Polícia Federal em Niterói, durante uma nova fase de diligências da chamada Operação Polaridade. As investigações apuram um esquema criminoso estruturado para burlar a fiscalização oficial e obter armas de grosso calibre de forma aparentemente legal.

De acordo com a Polícia Federal, as armas apreendidas estavam registradas de forma fraudulenta em nome de pessoas que apresentaram documentação adulterada. O foco da apuração é barrar fraudes nos processos administrativos de registros concedidos a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, conhecidos pela sigla CAC, por meio do sistema oficial Sinarm-CAC.

O material bélico foi recolhido diretamente do estoque dos estabelecimentos comerciais, que possuíam autorização formal de funcionamento. Agora, a perícia técnica federal vai analisar os registros físicos e eletrônicos para descobrir quem foram os verdadeiros financiadores dessas aquisições e qual seria o destino final dos fuzis.

O que já se sabe sobre a investigação da PF

As apurações que levaram até as lojas na Baixada Fluminense não começaram agora. A ofensiva é um desdobramento direto da primeira fase da Operação Polaridade, colocada nas ruas originalmente no dia 4 de setembro deste ano pela corporação.

Naquela primeira etapa da operação, a Justiça Federal expediu 20 mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em diferentes municípios do estado do Rio de Janeiro e também na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo.

O avanço das investigações revelou que despachantes, intermediadores e compradores utilizavam brechas no sistema para esquentar os armamentos de uso restrito. Os agentes federais agora cruzam dados fiscais e bancários para entender se os donos das lojas participavam ativamente do esquema ou se foram negligentes na conferência dos documentos falsificados.

Como denunciar armas ilegais e fraudes na sua região

A circulação clandestina de armamento de guerra alimenta confrontos armados e assusta o trabalhador que depende do transporte público na Baixada Fluminense. Moradores que notarem movimentações suspeitas de homens armados ou locais de venda clandestina podem colaborar de forma totalmente anônima.

O Disque Denúncia do Rio atende 24 horas por dia pelo telefone e WhatsApp no número (21) 2253-1177. O serviço garante o sigilo total da identidade do denunciante, sem a necessidade de fornecer qualquer dado pessoal durante a ligação ou mensagem.

Além do canal telefônico, é possível enviar informações, fotos ou coordenadas pelo aplicativo oficial Disque Denúncia RJ ou pelo site oficial da instituição. Informações sobre fraudes em órgãos públicos federais também podem ser registradas diretamente na Ouvidoria Geral da Polícia Federal, pela plataforma Fala.BR na internet.

Quem responde por isso perante a Justiça

O caso está sob responsabilidade formal da Delegacia de Polícia Federal de Niterói, que centraliza as investigações da Operação Polaridade no estado do Rio de Janeiro. A apuração conta com o suporte das equipes de fiscalização e controle de armas da corporação.

Os envolvidos identificados responderão perante a Justiça Federal por crimes severos. Entre os delitos investigados estão o uso de documento falso, falsidade ideológica, comércio ilegal de armas de fogo e associação criminosa armada, além do crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, com penas que somadas podem ultrapassar anos de reclusão em regime fechado.

A Polícia Federal informou que novas etapas da operação não estão descartadas para os próximos dias na Baixada Fluminense. A meta dos delegados responsáveis é verificar centenas de outros registros emitidos recentemente nos mesmos estabelecimentos comerciais autuados.

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