Petrobras reduz preço do diesel em 4,6% nas refinarias

Bomba de Gasolina

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (5), uma nova redução no preço do diesel vendido às distribuidoras. A partir de terça-feira (6), o litro do combustível passará a custar R$ 3,27 nas refinarias da estatal, o que representa um corte de R$ 0,16 ou 4,6% em relação ao valor anterior. Essa é a terceira queda consecutiva no mês, somando-se aos reajustes de 3,3% em 18 de abril e outro de 4,6% em 1º de abril.

De acordo com a empresa, a decisão acompanha a desvalorização do petróleo no mercado internacional, que nesta segunda-feira ficou abaixo dos US$ 60 por barril. A queda é reflexo das incertezas econômicas provocadas por declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além da expectativa de aumento na oferta global de petróleo com movimentações da Opep+.

Considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel, que compõe o diesel B comercializado nos postos, a Petrobras calcula que sua parcela no preço final ao consumidor passará a ser de R$ 2,81 por litro — uma redução de R$ 0,14 em comparação ao valor anterior.

Em nota, a estatal destacou o impacto acumulado da nova política de preços desde dezembro de 2022. “Com o reajuste anunciado, a Petrobras reduziu, desde dezembro de 2022, os preços de diesel para as distribuidoras em R$ 1,22/litro, uma redução de 27,2%. Considerando a inflação do período, esta redução é de R$ 1,75/litro ou 34,9%”, afirmou.

A queda contínua nos preços vem em um momento de atenção redobrada sobre o valor dos combustíveis no Brasil. No início do ano, a Petrobras chegou a aumentar o diesel em R$ 0,22, mas desde então tem feito sucessivos ajustes para baixo. Essas mudanças estão alinhadas à nova política de preços da companhia, que considera variáveis como o custo de produção, o câmbio e o cenário externo.

Economistas avaliam que, se mantida, a tendência de queda pode gerar efeitos positivos na cadeia logística do país. O diesel é um dos principais insumos para o transporte de cargas, e reduções em seu preço tendem a aliviar os custos de frete, com potencial reflexo na inflação de alimentos e produtos em geral.

Apesar da notícia positiva para consumidores e transportadoras, especialistas alertam que o cenário ainda é volátil. A instabilidade no mercado global de energia, combinada com tensões geopolíticas e oscilações na produção da Opep+, pode reverter essa tendência a qualquer momento.

Segundo projeções do setor, o mercado espera que novas movimentações no preço do diesel dependam diretamente da política externa dos Estados Unidos e da capacidade dos países produtores em manter acordos sobre oferta e demanda.

A Petrobras, por sua vez, tem reforçado seu compromisso com a previsibilidade e a transparência nos reajustes. A empresa tem adotado uma postura cautelosa para evitar repasses excessivos e preservar o equilíbrio do mercado interno sem abrir mão da competitividade.

Com a nova redução no preço do diesel, a expectativa é de que os postos de combustíveis repassem parte do desconto aos consumidores nos próximos dias. No entanto, entidades do setor alertam que o repasse integral pode variar conforme a logística, tributos estaduais e margens de lucro das distribuidoras e revendedoras.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis) recomendou cautela na análise imediata dos efeitos nas bombas, destacando que os repasses costumam ocorrer de forma gradual e que outros custos operacionais ainda influenciam no valor final ao consumidor.

Por fim, a estatal afirmou que seguirá acompanhando as movimentações do mercado internacional de petróleo, mas reforçou que cada ajuste será analisado conforme critérios técnicos e de mercado, sem intervenção direta de interesses políticos ou pressões externas.

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