O preço da gasolina será reduzido a partir desta terça-feira (3) nas refinarias da Petrobras. A estatal anunciou um corte de 5,6%, o que representa uma diminuição de R$ 0,12 por litro considerando a mistura com etanol que chega aos postos. A expectativa é que o combustível volte a custar menos de R$ 6 para os consumidores nos próximos dias.
A decisão foi tomada após a combinação de dois fatores favoráveis no mercado internacional: a queda no valor do barril de petróleo e a valorização do real frente ao dólar ao longo do mês de maio. Na semana passada, a própria presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia indicado a possibilidade da redução durante uma entrevista.
Apesar do anúncio, o repasse do novo preço da gasolina aos consumidores depende de cada posto de combustível. Se a queda for integralmente aplicada, os motoristas sentirão um alívio no bolso, especialmente em um momento de alta nos custos do transporte e inflação pressionada.
Além da gasolina, outros combustíveis também apresentaram queda de preços em maio. O etanol registrou redução de 2%, passando de R$ 4,38 para R$ 4,29, o que representa 71% do valor da gasolina — patamar considerado o limite para ser vantajoso ao consumidor. Já o diesel teve uma queda média de 1%, com o litro passando de R$ 6,18 para R$ 6,11.
A nova política de preços da Petrobras tem como base o mercado interno e fatores competitivos, sem seguir obrigatoriamente a paridade internacional. A medida, segundo especialistas, busca maior previsibilidade para os consumidores e proteção frente à volatilidade cambial e das commodities.
Caso o corte seja confirmado nas bombas, o impacto poderá ser sentido principalmente no transporte urbano e nos serviços de entrega, que utilizam majoritariamente gasolina em suas operações. A redução também pode influenciar nos índices de inflação, especialmente o IPCA, por seu efeito direto no custo de vida da população.














