Nesta quinta-feira (22), o Disque Denúncia (2253-1177) publica um cartaz solicitando informações sobre Peterson Fonseca de Souza, conhecido como “Pepinho”, de 34 anos. A divulgação visa ajudar nas investigações da Divisão de Buscas e Recapturas (RECAP) da Secretaria de Estado de Polícia Penal (SEPPEN RJ), buscando obter dados que auxiliem na localização e recaptura de uma das principais figuras da liderança do tráfico de drogas do Morro do Borel, localizado na Tijuca, na Zona Norte do Rio, e integrante da Organização Narcoterrorista Comando Vermelho (CV).
“Pepinho” foi preso em outubro de 2019, na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, na altura do Posto 08. Na ocasião, ele acumulava 30 registros criminais e 16 mandados de prisão em aberto por diversos delitos, incluindo homicídio, assaltos e tráfico de drogas. Além disso, era indiciado por ter ordenado um ataque armado à base da Unidade de Polícia Pacificadoras (UPP do Borel) em 9 de agosto de 2019, quando um dos tiros atingiu fatalmente o estudante Gabriel Pereira Alves, de 18 anos, que estava esperando seu ônibus em um ponto na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Conforme apurações realizadas na época, “Pepinho”, além de ser uma das figuras proeminentes do tráfico no Morro do Borel, também era investigado como o chefe de uma quadrilha especializada em roubos de veículos e residências nas regiões da Tijuca, Barra da Tijuca e Alto da Boa Vista.
Classificado pelo sistema prisional como de “Alta Periculosidade”, o criminoso cumpria pena em regime semiaberto e recebeu o benefício da Visita Periódica ao Lar (VPL), pelo Dia das Crianças. Ele não tinha cometido infrações disciplinares nos últimos doze meses e seu comportamento na prisão era considerado excelente. No entanto, deveria ter retornado até o dia 15 de outubro, conforme a Lei de Execução Penal, mas não voltou à sua unidade prisional, sendo, portanto, classificado pela Justiça como um foragido do sistema carcerário.
Em virtude dos acontecimentos, a Vara de Execuções Penais (VEP), em razão da fuga reportada e registrada na sua Transcrição da Ficha Disciplinar (TFD), emitiu um mandado de prisão, datado em 21 de outubro de 2026, para recaptura em regime semiaberto, com um prazo de validade de 12 anos a partir da fuga, conforme os artigos 109, III, 112, II e 113, todos do Código Penal, onde ele cumpria uma pena de 41 anos de reclusão por crimes relacionados à Associação para o Tráfico de Drogas e Resistência.
No estado do Rio de Janeiro, os presos em regime semiaberto que foram autorizados a saídas temporárias com Visitas Periódicas ao Lar (VPL), neste Dia das Crianças, deveriam retornar às unidades prisionais dentro do período estabelecido pela Justiça, até 15 de outubro, sob a consequência de perderem o benefício e serem considerados foragidos. Contudo, até as 15h desta quinta-feira (22), conforme pesquisa no sistema prisional, 169 detentos ainda não retornaram para suas unidades prisionais e já estão classificados como foragidos da Justiça, e estão sendo procurados por agentes da Divisão de Buscas e Recapturas (RECAP/ SEPPEN RJ).
Cabe informar, ademais, que apuração junto no sistema prisional informa que 69 detentos ainda não retornaram após as saídas concedidas pelo Dia das Mães, cujo prazo vigente terminou no dia 14 de maio, e 174 apenados que também não regressaram em razão do período do Dias dos Pais, cujo prazo terminou no dia 13 de agosto, todos relativos ao ano de 2026. Considerando esses três períodos de saídas temporárias previstos na legislação penal, o total de apenados que deveriam ter voltado às suas unidades prisionais chega a 412 evadidos, os quais já são considerados foragidos da Justiça e são procurados pelos crimes de Homicídio, Roubo, Extorsão, Tráfico de Drogas, entre outros crimes.
O Disque Denúncia em parceria de trabalho com a RECAP, pedem a colaboração da população para ajudar as forças de segurança a informar à localização do detento Peterson Fonseca de Souza, mais conhecido pelo vulgo de “Pepinho” e também de outros detentos que saíram para Visitas Periódicas ao Lar (VPL), e até hoje não retornaram para o presídio. Para isso, use o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Ele garante sigilo total sobre a identidade de quem liga.
Também é possível enviar informações:
- pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou
- pelo WhatsApp Anonimizado /DD: (021) 2253-1177, uma técnica que remove ou muda detalhes que podem identificar a pessoa que faz a denúncia.














