Um jovem de 22 anos foi sequestrado na Grande São Paulo e encontrado morto na Zona Oeste da capital. A vítima saiu para comprar um lanche e não voltou mais para casa, segundo relatos da família aos investigadores.
O rapaz foi identificado pela Polícia Civil como Jean Victor Sousa Guimarães. Ele morava em Cotia, na região metropolitana, e acabou localizado sem vida na Rua Paulo da Silva, no bairro Jardim do Lago. Moradores do bairro viram a movimentação e chamaram a Polícia Militar logo no início da manhã seguinte.
Vítima é a 13ª encontrada sob as mesmas circunstâncias na capital
Jean Victor era natural da cidade de Valença, na Bahia, e estava residindo em Cotia com uma tia. De acordo com a apuração policial, ele avisou a parente por volta das 14h de quarta-feira que daria uma saída rápida para lanchar nas proximidades. Foi a última vez em que alguém da família conversou com o rapaz com vida.
No dia seguinte, o corpo dele apareceu abandonado em uma via pública do Jardim do Lago. Segundo os peritos da polícia, o cadáver apresentava evidentes marcas de tortura, incluindo um corte profundo na cabeça e ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. A Polícia Civil apontou que este se trata do 13° corpo localizado sob circunstâncias idênticas na cidade de São Paulo desde o começo de setembro.
O que já se sabe sobre o crime
As primeiras diligências da equipe de homicídios reuniram testemunhos e indicam que quatro homens participaram da desova do corpo. Eles utilizaram um veículo de cor escura para chegar até a Rua Paulo da Silva, descarregar a vítima e fugir rapidamente do local sem chamar atenção imediata da vizinhança.
A investigação também levantou o histórico recente do rapaz na tentativa de traçar uma motivação para o sequestro e assassinato. Jean Victor havia se mudado para o endereço da tia há pouco tempo, depois de ter sido demitido de um emprego como servente de obras na Baixada Santista. Conforme depoimento da familiar, o desligamento ocorreu após uma discussão com um companheiro de serviço por causa de um suposto furto na construção.
A tia relatou ainda às autoridades que Jean não utilizava aparelho celular próprio, afirmando que ele havia vendido o telefone para comprar entorpecentes. Nos registros estaduais de São Paulo, no entanto, não consta qualquer anotação criminal ou mandado pendente contra o jovem.
Quem responde pelo caso e apuração
O caso está sob responsabilidade do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado de São Paulo, que atua em conjunto com a delegacia da área territorial correspondente. Agentes buscam câmeras de monitoramento instaladas em imóveis da Rua Paulo da Silva e no entorno do trajeto feito pelos suspeitos entre Cotia e a capital paulista.
A Polícia Militar também reforçou as rondas na região do Jardim do Lago com equipes do batalhão local, atendendo a pedidos de pedestres e trabalhadores que transitam pela área diariamente. Até o momento, nenhum suspeito foi detido ou formalmente indiciado pelo homicídio.
Como denunciar
A população pode ajudar as investigações com qualquer pista que leve aos ocupantes do automóvel escuro ou esclareça o trajeto percorrido pela vítima desde Cotia. Todas as denúncias podem ser repassadas de forma totalmente anônima, sem necessidade de informar nome, documento ou endereço residencial:
- Disque Denúncia: Ligue pelo telefone 181 (atendimento anônimo e gratuito, 24 horas por dia).
- Disque Denúncia RJ/Nacional: Pelo número (21) 2253-1177, aplicável para conexões e apoios interestaduais.
- Polícia Militar (emergências): Ligue para o 190 caso note qualquer atividade suspeita em tempo real.
- Atendimento presencial: Boletins e relatos podem ser levados à delegacia de homicídios mais próxima ou distritos policiais da capital.














