Pedrinho sobre transferências do Vasco: ‘Torcida precisa entender a situação’

Presidente do Vasco, Pedrinho, em coletivo do clube

O presidente do Vasco, Pedrinho, voltou a se pronunciar nesta quinta-feira (24) sobre a situação financeira e as críticas relacionadas à janela de transferências do clube. Em entrevista coletiva, ele destacou que as contratações foram feitas dentro da realidade orçamentária e pediu compreensão da torcida diante dos desafios enfrentados.

“É difícil não ter investimento e ver os rivais com muito investimento. Mas a construção desse raciocínio tem que ser dentro de um fluxo de caixa. As pessoas têm dificuldade de encarar a realidade, e ela é dura. Ainda mais quando os rivais se reestruturaram, e nesse período estávamos aprofundando a dívida. Muitos vão tomar como desculpa, mas é a realidade. Nunca prometi jogador de nível Real Madrid. Minha promessa sempre foi de cumprir os compromissos”, afirmou o dirigente.

Pedrinho também comentou sobre as contratações já realizadas, como Philippe Coutinho, Lucas Freitas e Tchê Tchê. Ele reconheceu que algumas apostas ainda não corresponderam em campo, mas defendeu o planejamento feito com os recursos disponíveis.

“Vejo (as janelas de sua gestão) com erros e acertos. Parece que peguei 60 milhões e investi. Pode dizer que poderia contratar jogador X de alto nível. As contratações não são feitas dessa maneira, tem que seguir um fluxo de caixa. A gente vai acertar e errar. Os jogadores que ainda não performaram podem performar”, disse.

Outro ponto abordado foi a decisão polêmica de vender os mandos de campo contra Palmeiras e Botafogo, jogos que deveriam ter ocorrido em São Januário, mas foram transferidos para o Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

“Nos jogos que vendi, o debate foi que ‘o Pedrinho levou o jogo por dinheiro, mas esportivamente tinha que ser em São Januário’. Vendi aqueles jogos por R$ 4 milhões porque precisávamos juntar dinheiro para pagar o mês seguinte. Em 2024, pagávamos o mês quebrando a cabeça para pagar o próximo”, justificou. “Se eu passar a verdade, vão bater em mim porque estou falando a verdade. Mas a realidade é que vendemos para pagar salários.”

O presidente finalizou dizendo que sua prioridade é manter o clube funcionando e os salários em dia, mesmo com decisões impopulares: “A torcida precisa entender a situação. Não é falta de vontade ou ambição, é o que dá para fazer agora.”

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