Pedágio da Via Lagos virou alvo de críticas de Eduardo Paes, pré-candidato ao governo do Rio, que classificou os valores cobrados na rodovia como “abusivos”. Em vídeo gravado na estrada, principal ligação entre a Região Metropolitana e a Região dos Lagos, ele afirmou que a população local acaba sendo penalizada pela falta de alternativas de acesso.
Durante a gravação, Paes citou os preços praticados pela concessionária. Segundo ele, motoristas pagam R$ 18,40 por trecho nos dias úteis, o que representa R$ 36,80 em uma viagem de ida e volta.
Nos fins de semana, o valor sobe para R$ 30,60 em cada sentido, chegando a R$ 61,20 no total. O ex-prefeito também criticou o período de aplicação da tarifa mais alta, que, segundo ele, começa ao meio-dia de sexta-feira e segue até o meio-dia de segunda-feira.
“É inacreditável, mas esse é o valor que os moradores têm de pagar para passar pela Via Lagos”, afirmou Eduardo Paes.
O pré-candidato relacionou a cobrança à administração estadual e defendeu que o governo do Rio deveria renegociar os termos da concessão. Para ele, moradores, trabalhadores e estudantes da Região dos Lagos precisam de uma tarifa mais acessível.
“O mínimo que o governo do estado deveria fazer em respeito ao povo que mora, trabalha e estuda na Região dos Lagos seria garantir um valor justo no preço do pedágio”, declarou.
Paes também afirmou que não é preciso ser especialista para perceber que os valores cobrados atualmente são altos. Ele destacou a importância estratégica da Via Lagos para o deslocamento diário da população e para o turismo regional.
A rodovia é uma das principais vias de acesso ao litoral fluminense e costuma registrar aumento no fluxo de veículos em fins de semana, feriados prolongados e períodos de férias. Cidades como Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios estão entre os destinos mais procurados por quem passa pela estrada.
A crítica ocorre em meio à movimentação política para as eleições estaduais e coloca a concessão da Via Lagos no centro do debate sobre mobilidade, turismo e custo de deslocamento no interior do Rio.
O tema deve seguir em discussão, especialmente entre moradores da Região dos Lagos que dependem da rodovia para trabalhar, estudar ou circular entre municípios.














