A Câmara Municipal do Rio colocou o pedágio da Transolímpica no centro do debate ao iniciar uma revisão do contrato de concessão da via expressa que liga o Recreio dos Bandeirantes a Deodoro. Atualmente, o valor cobrado é de R$ 8,95 para veículos de passeio, e a iniciativa busca entender se essa tarifa está de acordo com as obrigações assumidas pela concessionária responsável pela operação.
A análise será conduzida por uma comissão especial formada por vereadores, que pretende examinar detalhadamente os termos do contrato firmado com a ViaRio. O grupo quer avaliar desde a modelagem inicial da concessão até a execução prática dos serviços, incluindo investimentos, manutenção e desempenho operacional da via.
Entre os pontos levantados está a percepção de que há um descompasso entre o custo pago pelos motoristas e a qualidade do serviço oferecido. Parlamentares apontam que, apesar do valor considerado elevado, usuários enfrentam problemas recorrentes, como congestionamentos frequentes.
“O que queremos é analisar este contrato a fundo, para entender todos os detalhes da operação. Além de ser muito caro para o motorista, ele causa engarrafamentos diários. Precisamos verificar as obrigações previstas no contrato e se o que está sendo cobrado na tarifa faz sentido, tanto com o que foi pactuado originalmente quanto para a sociedade, que depende desta via”, explicou Pedro Duarte, em depoimento ao jornal O Dia.
Outro ponto que reforça a discussão é o pedido feito pela concessionária no fim de 2025 para reajustar a tarifa em cerca de 15%, o que elevaria o pedágio para R$ 10,35. A proposta, no entanto, não foi autorizada pela Prefeitura do Rio, que decidiu barrar o aumento naquele momento.
Inaugurada em 2016, a Transolímpica se consolidou como uma das principais ligações expressas da cidade, com fluxo diário estimado em aproximadamente 50 mil veículos. Além disso, a via integra o corredor do BRT, ampliando o impacto de qualquer mudança na sua operação para milhares de passageiros e motoristas.
A cobrança do pedágio ocorre na praça de Sulacap, além de pontos nas alças de acesso da Estrada do Rio Grande, em Jacarepaguá, o que também entra no radar da análise dos vereadores.
Agora, a expectativa é que a revisão traga mais transparência sobre os custos envolvidos e ajude a esclarecer se o valor pago pelos usuários corresponde, de fato, ao serviço entregue. Enquanto isso, o tema segue mobilizando autoridades e usuários, especialmente diante da importância estratégica da via para a mobilidade urbana do Rio.
E o desfecho dessa discussão pode impactar diretamente o bolso de milhares de motoristas que dependem da Transolímpica todos os dias.














