Os agentes da Patrulha Maria da Penha de Casimiro de Abreu passaram por uma capacitação nacional para melhorar o atendimento e a proteção a mulheres e meninas vítimas de violência doméstica no município.
Capacitação nacional fortalece atendimento a vítimas de violência
A formação reuniu profissionais de segurança pública e integrantes da rede de proteção social de diversos estados brasileiros. Em Casimiro de Abreu, a equipe acompanhou as aulas de forma on-line a partir do auditório do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro no município vizinho de Macaé.
O treinamento abordou temas essenciais para a rotina das equipes de campo. Os policiais e agentes debateram a abordagem policial sob a perspectiva de gênero, o acolhimento humanizado e as técnicas para evitar a revitimização da mulher no momento em que ela busca socorro.
A capacitação foi organizada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, em conjunto com o Ministério Público, o Ministério das Mulheres e o Comitê de Governança das Políticas de Segurança Pública. O evento ocorreu presencialmente nas 27 capitais do país e teve transmissão para mais de 80 municípios do interior.
O que muda no atendimento às mulheres em Casimiro de Abreu?
A proposta central da qualificação é garantir que a vítima encontre um acolhimento preparado logo no primeiro contato. Quando uma mulher decide romper o silêncio e procurar ajuda, o atendimento inicial não pode gerar mais dor ou constrangimento.
Segundo a coordenadora da Patrulha Maria da Penha de Casimiro de Abreu, Ariana Barbosa, a preparação contínua dos agentes impede que a mulher precise repetir a mesma história dolorosa várias vezes. O objetivo é padronizar os procedimentos e oferecer respostas rápidas para afastar o agressor.
Além disso, a legislação de proteção à mulher passa por atualizações constantes. Os agentes precisam estar atentos às novas regras jurídicas e aos protocolos de urgência para garantir que os direitos das vítimas sejam respeitados na prática cotidiana.
Como funciona a avaliação de risco e a medida protetiva?
Durante o curso, um dos pontos de maior destaque foi o uso de ferramentas de avaliação de risco. Esse instrumento ajuda os agentes a identificar sinais de perigo na rotina da vítima, como ameaças veladas, posse de armas pelo agressor ou histórico de comportamentos obsessivos.
Com essa análise detalhada, a fiscalização consegue encaminhar os pedidos de medida protetiva de urgência com maior rapidez ao Poder Judiciário. A medida protetiva pode determinar a saída imediata do agressor do domicílio e proibir qualquer tipo de contato com a vítima e seus familiares.
O trabalho da equipe da patrulha inclui visitas periódicas à residência da mulher protegida para verificar se as determinações judiciais estão sendo cumpridas rigorosamente pelo agressor.
Qual é o papel da Patrulha Maria da Penha na cidade?
A Patrulha Maria da Penha atua em parceria constante com o Ministério Público e com as delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A equipe realiza o acompanhamento preventivo das mulheres que já possuem medidas protetivas concedidas pela Justiça.
Na rotina diária no município de Casimiro de Abreu, os agentes fazem rondas comunitárias, mantêm contato telefônico e visitam bairros e distritos da cidade. O trabalho evita que o agressor volte a se aproximar ou cometer novas ameaças.
Quando ocorre o descumprimento da ordem de afastamento, o agressor pode ser preso em flagrante. A atuação integrada da rede garante maior segurança física e psicológica para a mulher e seus filhos.
Como denunciar e pedir ajuda em casos de agressão?
Mulheres que sofrem ameaças, agressões físicas, psicológicas ou patrimoniais contam com canais gratuitos e anônimos de atendimento que funcionam 24 horas por dia. O pedido de socorro pode ser feito por telefone ou presencialmente nos órgãos de segurança.
Em casos de emergência imediata, quando a agressão está acontecendo ou prestes a ocorrer, a orientação é ligar para a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro pelo telefone 190. A viatura mais próxima será enviada ao local para fazer o atendimento de urgência.
Para orientações gerais, denúncias anônimas e encaminhamento para a rede de apoio, está disponível o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço é gratuito e atende em todo o país.
O que fazer se você ou alguém conhecido for vítima?
Se você está passando por uma situação de violência ou conhece alguém que precisa de ajuda, o primeiro passo é procurar uma delegacia de polícia. É possível registrar o boletim de ocorrência em qualquer unidade física ou por meio da delegacia online da Polícia Civil.
No município de Casimiro de Abreu, a vítima também pode buscar atendimento na rede municipal de assistência social, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Nesses locais, assistentes sociais e psicólogos oferecem orientação sigilosa e acolhimento gratuito.
O Disque Denúncia do Rio de Janeiro também atende pelo telefone (21) 2253-1177. A ligação é anônima e permite informar locais de risco e descumprimentos de medidas protetivas no interior do estado.















