Pastor e psicólogo é denunciado por crimes sexuais contra 8 mulheres

O Ministério Público denunciou formalmente o pastor e psicólogo Aluizio Vidal, de 58 anos, investigado por crimes sexuais cometidos contra pelo menos oito mulheres. O acusado já está preso preventivamente enquanto as investigações continuam em andamento.

Investigação aponta abusos cometidos em espaço religioso e consultório

De acordo com o Ministério Público de Rondônia (MPRO), as acusações partiram de mulheres que frequentavam a comunidade religiosa liderada por Aluizio Vidal. Muitas dessas vítimas também realizavam atendimentos clínicos com o investigado, aproveitando-se de sua formação profissional em psicologia.

As apurações detalham que o suspeito utilizava a dupla posição de autoridade, espiritual e profissional, para se aproximar das vítimas. Os relatos apontam que os abusos aconteciam tanto nas dependências ligadas às atividades da igreja quanto durante as sessões particulares de terapia.

A denúncia foi oficializada no início desta semana, após a consolidação dos primeiros depoimentos. Aluizio Vidal teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e permanece detido desde o dia 15 de setembro, sem direito a fiança nesta fase do processo judicial.

O que já se sabe sobre as investigações

Pelo menos oito mulheres formalizaram denúncias contra o pastor e psicólogo perante as autoridades. O caso ganhou força quando o grupo decidiu buscar atendimento especializado para relatar episódios que vinham ocorrendo de forma sistemática.

O encaminhamento começou através do Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), unidade do Ministério Público voltada para acolher, ouvir e dar suporte psicológico e jurídico a pessoas que sofrem abusos. A partir dessas oitivas, os promotores reuniram indícios que fundamentaram o pedido de prisão preventiva.

Os investigadores não descartam a existência de outras mulheres que tenham passado por situações semelhantes e ainda não procuraram a polícia. Os nomes das testemunhas e vítimas permanecem em sigilo absoluto para garantir a proteção de todas as envolvidas.

Quem responde por isso perante a Justiça

O caso está sob responsabilidade das promotorias de Justiça com atuação na área criminal, que ofereceram a peça acusatória ao Poder Judiciário. A Defensoria Pública ou os advogados constituídos pelo investigado devem apresentar a defesa prévia nos próximos dias.

O Conselho Regional de Psicologia acompanha o caso para avaliar eventuais medidas administrativas no registro profissional do terapeuta. Se condenado ao final da ação penal, o acusado pode perder em definitivo o direito de exercer a profissão, além de cumprir pena em regime fechado.

Até o momento, a defesa do acusado não se manifestou publicamente sobre o teor das acusações. A Justiça determinou que o processo tramite sob segredo parcial para resguardar a intimidade e a identidade das vítimas envolvidas.

O que fazer se você foi vítima de violência

Mulheres que sofreram qualquer tipo de violência ou abuso devem procurar uma delegacia de polícia imediatamente. No Estado do Rio de Janeiro, a orientação é buscar a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) mais próxima da sua residência.

Na capital, a DEAM do Centro funciona na Rua Visconde do Rio Branco, número 12, com atendimento 24 horas todos os dias. Na Baixada Fluminense, existem unidades especializadas em municípios como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti.

Para quem não consegue ir presencialmente a uma unidade, o registro de ocorrência pode ser feito pela internet através do portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Ao comparecer a uma delegacia, é importante levar documento com foto, comprovante de residência e qualquer mensagem ou registro que ajude a comprovar os fatos.

Como denunciar abusos de forma anônima

Denúncias sobre crimes de abuso contra mulheres e crianças podem ser feitas sem identificação em canais oficiais em todo o país. O principal contato nacional é a Central de Atendimento à Mulher, acessada gratuitamente pelo telefone Ligue 180, disponível 24 horas por dia.

No Rio de Janeiro, a população pode repassar informações e pistas ao Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177, que opera ligações e atendimento por WhatsApp sob sigilo total. Não é necessário dizer o próprio nome para registrar uma suspeita ou fornecer detalhes que ajudem a polícia.

Para casos graves que envolvam crianças ou adolescentes, o canal federal de emergência e proteção é o Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos. Esses serviços atendem ligações gratuitas feitas de qualquer telefone fixo ou aparelho celular no território nacional.

Limpatech