Operação na Maré prende 12 pessoas e apreende 12 fuzis

Uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, terminou com 12 homens presos nesta segunda-feira (28). Entre os detidos está Thauan da Silva Menezes, conhecido como Cabecinha da VJ, investigado por tráfico.

A ação policial provocou tiroteios intensos desde as primeiras horas do dia. Três suspeitos morreram em confronto, oito presos ficaram feridos e um policial militar também foi atingido durante as incursões nas comunidades do conjunto.

Apreensão de fuzis e drogas durante incursão na Maré

Durante os confrontos, os policiais apreenderam um verdadeiro arsenal de guerra escondido na comunidade. Foram recolhidos 12 fuzis de diferentes calibres, oito pistolas automáticas, granadas e 42 carregadores com grande volume de munições. Além disso, as equipes localizaram e confiscaram mais de 300 quilos de entorpecentes prontos para serem comercializados.

Segundo a corporação, Thauan da Silva Menezes foi surpreendido quando tentava escapar do cerco montado pelos agentes. Ele estava na garupa de uma motocicleta que saía da comunidade em direção às vias expressas. Os policiais interceptaram o veículo em flagrante e deram voz de prisão imediata por associação para o tráfico de drogas.

Os feridos durante o tiroteio receberam atendimento sob custódia e todos os detidos foram encaminhados diretamente para a 21ª DP (Bonsucesso). Na delegacia, a Polícia Civil formalizou as prisões em flagrante e encaminhou os procedimentos para a apreciação da Justiça do Rio de Janeiro.

O que já se sabe

A ofensiva da Polícia Militar foi deflagrada após levantamentos da inteligência sobre a movimentação armada de grupos criminosos na região. Equipes de unidades especiais e do batalhão da área entraram em várias ruas da Maré logo no início da manhã. Durante o avanço, criminosos armados reagiram atirando contra os blindados e os agentes.

O balanço consolidado pelas autoridades aponta os seguintes números da ocorrência:

  • 12 suspeitos detidos e levados à delegacia;
  • Três suspeitos mortos em confronto com a polícia;
  • Oito presos feridos que necessitaram de socorro médico;
  • Um policial militar ferido em combate;
  • 12 fuzis, oito pistolas, granadas e 42 carregadores apreendidos;
  • Mais de 300 quilos de entorpecentes retirados de circulação.

O estado de saúde do policial militar ferido não foi detalhado pela corporação, mas ele recebeu atendimento logo após o resgate no terreno conflagrado.

Como fica a região

O policiamento nas imediações do Complexo da Maré segue com reforço por tempo indeterminado. A presença ostensiva visa evitar represálias, tentativas de bloqueio em vias importantes e novos confrontos armados entre grupos rivais ou contra as forças de segurança.

Motoristas que utilizam a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, duas das vias mais movimentadas que cercam a comunidade, devem redobrar a atenção. A circulação pode sofrer lentidão pontual caso novas ordens de parada ou bloqueios de segurança sejam montados pelos policiais. Linhas de ônibus que transitam pela região operam com itinerário padrão, mas com monitoramento constante das empresas de transporte.

Moradores relatam que o clima permanece tenso nas ruas internas da comunidade. Serviços essenciais, postos de saúde de atenção básica e unidades escolares do município acompanham o desenrolar das ações para definir o funcionamento das salas de aula nos próximos turnos.

Quem responde por isso

A coordenação operacional foi de responsabilidade da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Foi montado um cerco nas principais rotas de entrada e saída para estrangular as linhas de fuga dos criminosos.

O inquérito sobre as mortes em decorrência de intervenção policial e sobre os crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de armamento de uso restrito está a cargo da 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso). Os investigadores agora trabalham no rastreamento das numerações dos 12 fuzis para descobrir as rotas usadas para abastecer a comunidade.

Como denunciar

A colaboração da população é fundamental para localizar esconderijos de armas e identificar pessoas procuradas pela Justiça sem correr qualquer risco pessoal. O canal oficial para repassar informações de maneira totalmente anônima é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro.

As informações podem ser enviadas por telefone pelo número (21) 2253-1177, que atende ligações 24 horas por dia, sete dias por semana. O cidadão também pode repassar denúncias, fotos e vídeos pelo aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ ou pelo site oficial da entidade. Em casos de emergência ou movimentações suspeitas vistas em tempo real, o contato imediato deve ser feito com o número 190 da Polícia Militar.

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