Um vídeo chocante em que o pastor agride idosa em igreja nos Estados Unidos causou indignação e protestos entre os fiéis da Igreja Batista Missionária Beulah Land. O caso aconteceu em Gardena, na região sul da Baía de Los Angeles, Califórnia, e teve grande repercussão após a divulgação das imagens de segurança que mostram Lorenz Roseman empurrando violentamente uma mulher escada abaixo.
A vítima, uma idosa membro da congregação, sofreu a queda após ser arremessada contra um portão de metal que cedeu com o impacto. Ela fraturou o punho e dedos de um dos pés. O episódio teria ocorrido no fim de 2025, mas só agora veio a público. Após a agressão, Roseman chegou a ser preso, mas foi liberado em apenas dois dias.
Surpreendentemente, o pastor retornou ao púlpito e justificou seu retorno com o argumento de que a própria congregação votou por sua permanência. Afirmou ainda que estaria sendo alvo de retaliações por ter supostamente afastado membros que participariam de “atividades antiéticas ou ilegais” dentro da igreja.
— Quando essas pessoas não conseguiram me expulsar pelos procedimentos da igreja, começaram a atacar meu caráter e a usar o sistema legal contra mim — declarou Roseman, ignorando a gravação do momento da agressão.
A explicação, no entanto, não convenceu parte dos fiéis, que realizaram um protesto em frente à igreja no último domingo (1º). Muitos exigiram a saída imediata do pastor, acusando-o de abuso de poder e violência injustificável.
— Ele não tem o direito de encostar em ninguém. Isso não está certo. Ele tem que sair — afirmou Ta-Taneisha Thames, uma das fiéis indignadas com o episódio.
O ativista comunitário Najee Ali, ligado ao Projeto Esperança Islâmica, esteve presente no protesto e apontou para a tala usada pela idosa ao comentar a gravidade da agressão:
— Foi isso que o pastor fez. É por isso que os membros da igreja estão pedindo que ele renuncie.
Apesar da pressão, Roseman segue atuando na igreja, enquanto o caso ainda repercute entre líderes religiosos, movimentos sociais e a comunidade local. Não houve nova manifestação oficial sobre a continuidade do processo criminal após a soltura do pastor.














