Uma passagem secreta em presídio foi descoberta durante uma vistoria realizada no Instituto Penal Benjamin de Moraes Filho, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), a estrutura improvisada ligava os banheiros masculino e feminino utilizados durante visitas na unidade prisional.
Imagens divulgadas mostram um buraco aberto na parede, fechado por uma espécie de porta improvisada com tábuas de madeira e uma pequena tranca. De acordo com denúncias recebidas pelas autoridades, presos utilizavam o local para manter encontros com visitantes durante o período de visitação.
A descoberta aconteceu durante uma fiscalização interna feita na unidade prisional. Após identificar a passagem, a Seppen determinou o fechamento imediato do acesso e a descaracterização das alterações feitas na estrutura do local.
Além disso, a secretaria informou que visitantes envolvidos tiveram a carteira de visita suspensa. Os presos identificados no caso também foram isolados enquanto as investigações seguem em andamento.
Segundo a Seppen, o Instituto Penal Benjamin de Moraes Filho é uma unidade exclusivamente masculina e não possui ala feminina. Os banheiros envolvidos na ocorrência são utilizados durante os dias de visita aos detentos.
A repercussão do caso aumentou após vídeos e imagens do local começarem a circular nas redes sociais. O conteúdo chamou atenção pela estrutura improvisada usada para esconder a passagem aberta entre os dois espaços.
Em nota, a secretaria também informou que o então diretor da unidade já havia sido exonerado do cargo cerca de uma semana antes da descoberta da estrutura clandestina.
A Corregedoria-Geral da Seppen instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias do caso e investigar possíveis responsabilidades administrativas relacionadas à situação encontrada dentro do presídio.
O episódio reacendeu discussões sobre fiscalização em unidades prisionais do estado e condições estruturais dos espaços destinados às visitas em presídios do Rio de Janeiro.
Com a abertura da investigação interna, o caso deve continuar repercutindo nos próximos dias enquanto as autoridades analisam como a estrutura foi construída sem ser identificada anteriormente.














