Passageiros do transporte público do Rio de Janeiro têm relatado uma série de problemas no sistema de bilhetagem digital Jaé, com destaque para o sumiço inexplicável de créditos e débitos realizados em locais e horários diferentes dos trajetos habituais. As denúncias, divulgadas pelo Bom Dia Rio e confirmadas pela Agenda do Poder, levantam suspeitas de clonagem e falhas no controle de segurança.
Além da perda de valores, usuários reclamam da ausência de bloqueio automático após múltiplas utilizações, o que facilitaria o uso indevido dos cartões. Há ainda queixas sobre dificuldades no contato com o suporte técnico e demora na devolução dos créditos cobrados de forma irregular.
Entre as principais denúncias estão cobranças em linhas de ônibus ou estações que os passageiros não frequentam, o que aumentou a desconfiança sobre a integridade da plataforma. O cenário tem gerado grande insatisfação entre os cariocas, especialmente entre os que dependem do sistema diariamente para o deslocamento ao trabalho.
Diante das reclamações, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) informou que solicitou uma apuração formal à empresa responsável pelo Jaé. Caso sejam comprovadas cobranças indevidas, os valores deverão ser integralmente reembolsados aos usuários prejudicados.
Em nota oficial, a empresa negou falhas de segurança e afirmou que os cartões contam com “diferentes níveis de proteção que impedem clonagens”. O Jaé orienta os passageiros que suspeitarem de uso irregular a registrarem ocorrência nos canais oficiais de atendimento, para análise e eventual restituição dos créditos.
Enquanto a investigação não é concluída, a Prefeitura do Rio cobra respostas concretas e reforça que os usuários têm direito à transparência e à segurança no uso do sistema de bilhetagem digital.














