Passageiro de voo de Dubai é preso com 30 ampolas de anabolizantes no Galeão

Um passageiro que desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, foi preso em flagrante pela Polícia Federal ao tentar entrar no Rio de Janeiro com 30 ampolas de anabolizantes escondidas. O homem vinha de um voo originado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e foi abordado durante a fiscalização de rotina na alfândega.

A apreensão ocorreu quando agentes da Receita Federal do Brasil desconfiaram do conteúdo da bagagem do passageiro ao passar as malas pelo raio-X do terminal internacional. Na inspeção manual, os fiscais encontraram o material escondido entre os pertences pessoais. Como o passageiro não apresentou receita médica nem a autorização legal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a importação das substâncias, a Polícia Federal foi acionada imediatamente.

Como funcionou a abordagem da fiscalização no terminal internacional

O passageiro foi levado para a Posto de Polícia Federal no próprio aeroporto, onde a ocorrência foi registrada. O material apreendido passa por perícia técnica para confirmar a composição exata dos produtos. O homem responderá pelo crime de importação ilegal de medicamentos ou produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, cuja pena pode variar de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa.

A rotina no Aeroporto do Galeão seguiu sem interrupções após a prisão. O desembarque dos demais passageiros do voo vindo do Oriente Médio ocorreu dentro da normalidade, sem atrasos nas esteiras de bagagem ou nas filas da emigração.

O que diz a lei sobre a entrada de medicamentos no país

Para trazer qualquer tipo de medicamento ou substância controlada do exterior para o Brasil, o passageiro precisa cumprir regras rígidas da Anvisa e da Receita Federal. Remédios de uso contínuo ou substâncias sujeitas a controle especial exigem a apresentação de receita médica legível, emitida em nome do próprio viajante.

No caso de anabolizantes e esteroides, a legislação brasileira proíbe estritamente a entrada de produtos sem a devida licença prévia dos órgãos de saúde. Trazer esse tipo de produto na mala sem declaração formal e sem receita é considerado crime inafiançável na junta policial, dependendo da quantidade e das circunstâncias da apreensão.

O que já se sabe sobre a investigação

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar se os anabolizantes seriam vendidos no mercado clandestino da Região Metropolitana do Rio de Janeiro ou se eram para uso próprio. Os policiais também investigam se o passageiro preso faz parte de uma rede maior de ilícitos que utiliza voos internacionais de longa distância para trazer insumos sem pagar impostos e sem controle sanitário.

O suspeito permaneceu detido no posto policial do Galeão e foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde ficará à disposição da Justiça Federal. O nome do preso não foi divulgado pelas autoridades, conforme determina a legislação vigente.

Como fica a região do aeroporto e o atendimento aos passageiros

O fluxo de passageiros no Terminal 2 do Galeão segue normal nesta semana. As operações de desembarque internacional da companhia Emirates, que opera a rota vinda de Dubai, continuam dentro dos horários previstos. A Polícia Federal e a Receita Federal mantêm o reforço na fiscalização de voos considerados de maior risco alfandegário.

Para quem desembarca de viagens internacionais no Rio, a orientação das autoridades é sempre declarar qualquer produto sujeito a controle sanitário ou tributário logo na chegada, evitando a retenção de bagagem ou a prisão em flagrante.

Como denunciar o comércio ilegal de anabolizantes

A venda desautorizada e a entrada clandestina de medicamentos colocam em risco a saúde pública. Quem tiver informações sobre o comércio ilegal de anabolizantes ou transporte irregular de remédios na Baixada Fluminense ou no Rio pode denunciar de forma anônima.

O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone (21) 2253-1177, com serviço disponível 24 horas por dia. Também é possível enviar informações pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo site oficial do órgão. O sigilo do denunciante é garantido pela polícia.

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