Um intenso confronto armado entre traficantes e milicianos assustou moradores e interrompeu a rotina na comunidade do Grão Pará, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O tiroteio ocorreu perto de uma escola e carros foram queimados.
Guerra entre grupos armados espalha pânico no Grão Pará
O tiroteio começou durante o dia e pegou quem estava nas ruas e dentro das salas de aula de surpresa. Segundo testemunhas da região, a disputa pelo controle de pontos na comunidade colocou criminosos rivais frente a frente em vias movimentadas.
Próximo ao foco dos disparos, uma unidade escolar recebia estudantes no momento da troca de tiros. Diante do barulho e do perigo nas imediações, professores e alunos precisaram se jogar no chão das salas para escapar de balas perdidas. Nenhuma criança foi atingida, mas o susto alterou o funcionamento das atividades.
Para tentar impedir o avanço de grupos rivais e dificultar a entrada de viaturas policiais, veículos foram incendiados pelos criminosos. Carros queimados acabaram colocados no meio das ruas para servir de barricadas improvisadas, bloqueando o trânsito local e assustando pedestres e motoristas.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que enviou equipes com apoio de um veículo blindado para estabilizar o bairro. A presença da corporação buscou conter novos confrontos e restabelecer a circulação na comunidade.
Como fica a rotina da região após o tiroteio?
A circulação no Grão Pará segue sob alerta e a rotina do trabalhador foi diretamente afetada pelos bloqueios. Moradores relatam receio de circular a pé pelas vias principais, principalmente no início da manhã e no fim da tarde, horários de pico nos pontos de ônibus.
Com os carros queimados no asfalto, o acesso de veículos particulares e serviços essenciais enfrentou transtornos. Motoristas de aplicativo e entregadores evitaram aceitar corridas com destino ao bairro durante os momentos de maior instabilidade. O comércio das ruas próximas fechou as portas mais cedo por medida de proteção.
Quem depende do transporte público precisou caminhar até vias mais afastadas para embarcar em vans ou linhas de ônibus municipais e intermunicipais. O policiamento foi reforçado nas vias de acesso, mas a sensação de insegurança permanece entre os vizinhos da comunidade.
O que já se sabe sobre o confronto?
A apuração inicial indica que o tiroteio resultou de uma invasão armada ligada à disputa territorial entre milicianos e traficantes que atuam na Baixada Fluminense. A região do Grão Pará tem sido palco de conflitos frequentes pela exploração de serviços e venda de entorpecentes.
Até o fechamento desta reportagem, a polícia não havia confirmado feridos entre moradores ou mortos decorrentes do tiroteio. A Polícia Militar mantém o patrulhamento com rondas ostensivas na tentativa de localizar os suspeitos e remover o material queimado nas pistas.
O caso está sob responsabilidade das autoridades de segurança pública para apurar quais facções participaram do ataque. A identificação dos responsáveis pelo incêndio dos veículos e pelo pânico causado aos estudantes depende das investigações em andamento.
Como denunciar de forma segura?
Moradores que tenham informações sobre os envolvidos no tiroteio, esconderijo de armas ou paradeiro de veículos roubados podem ajudar as autoridades sem precisar se identificar. O Disque Denúncia recebe dados com sigilo absoluto e funciona durante todo o dia.
Para repassar qualquer pista ou detalhe sobre a movimentação dos criminosos na região do Grão Pará, o canal de atendimento é o telefone (21) 2253-1177. A ligação é anônima e gratuita para todo o estado do Rio de Janeiro, funcionando 24 horas por dia.
Também é possível enviar informações, fotos ou mensagens pelo aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ ou pelo serviço de mensagens no WhatsApp pelo mesmo número (21) 2253-1177. Para situações de emergência com tiroteio em andamento, o leitor deve ligar imediatamente para o 190 da Polícia Militar.
O que fazer se você foi vítima na região?
Pessoas que tiveram veículos roubados, danificados ou incendiados durante os confrontos devem formalizar a ocorrência junto à Polícia Civil. O registro oficial é indispensável para acionar seguros automotivos e fundamentar os inquéritos criminais abertos na delegacia.
A comunicação pode ser realizada diretamente pela internet por meio da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, no endereço delegaciaonline.pcrj.rj.gov.br, para casos sem vítimas feridas. Tenha em mãos documento oficial de identificação com foto, como RG ou CNH, além do comprovante de residência e do documento do veículo.
Para atendimento presencial ou para prestar depoimento sobre atos de violência, o morador pode procurar a delegacia da área em Nova Iguaçu, a 58ª DP (Posse) ou a 52ª DP (Nova Iguaçu). As unidades realizam atendimento presencial de plantão para formally registrar qualquer perda material ou ameaça ocorrida na localidade.














