Estoque de supermercado em Paraty interditado por condições insalubres e risco à saúde
O estoque de um supermercado localizado em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, foi interditado de forma cautelar nesta quarta-feira, 15 de julho. A medida drástica foi tomada após uma fiscalização conjunta identificar graves irregularidades, incluindo a presença de animais e sinais de infestação de pragas em contato direto com alimentos.
A operação contou com a participação da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), do Procon-RJ, do Procon Municipal de Paraty e da Polícia Militar. A inspeção revelou um cenário preocupante que colocava em risco a saúde dos consumidores que frequentam o estabelecimento.
Durante a vistoria, os agentes encontraram fezes de roedores e iscas de veneno dispostas em locais onde os alimentos e outras mercadorias eram armazenados. A situação se agravou com a circulação de micos e pombos pelo ambiente, indicando falhas severas no controle de pragas, na higiene geral e nas práticas de armazenamento de produtos, conforme informado pela fonte.
Risco à saúde e medidas corretivas exigidas
Diante da iminente ameaça à saúde pública, o estoque foi interditado. A reabertura do espaço só será permitida após a completa regularização de todas as pendências. Entre as exigências estão a realização de serviços de dedetização e desratização, uma limpeza minuciosa de todo o estoque e a adequação da estrutura física para impedir a entrada de animais.
O supermercado também foi orientado a providenciar a retirada dos micos e pombos, utilizando métodos que estejam em conformidade com a legislação ambiental vigente. A fiscalização ressaltou o perigo aumentado pela presença de roedores em uma região que já registrou casos de leptospirose, doença transmitida pela urina desses animais em água, lama ou alimentos contaminados.
Outras irregularidades e produtos descartados
Em uma inspeção paralela em outro supermercado da cidade, os fiscais encontraram uma aranha morta sobre alimentos expostos para venda, evidenciando problemas em diferentes estabelecimentos. No total, a operação resultou na inutilização de mais de 154 quilos de produtos considerados impróprios para consumo.
Os itens descartados incluíam produtos vencidos, mal armazenados ou sem informações claras sobre sua data de manipulação e prazo de validade. Entre os alimentos descartados estavam farinha para quibe, polvilho azedo e leite condensado, além de outros itens alimentícios. Os estabelecimentos foram autuados e terão 15 dias para apresentar defesa administrativa.
Problemas estruturais e falhas de higiene
Além das questões relacionadas a pragas e animais, os fiscais identificaram problemas estruturais, falhas significativas de higiene e condições inadequadas de conservação e armazenamento em ambos os estabelecimentos fiscalizados. Os alimentos foram descartados imediatamente na presença das equipes de fiscalização, garantindo a segurança alimentar da população local.














