Justiça concede prisão domiciliar à presidente do Instituto Bio, Caroline Soares Barros, investigada em esquema bilionário no Rio Metrópole

Caroline Soares Barros

Prisão domiciliar para Caroline Soares Barros, investigada em esquema de R$ 86 milhões no Rio Metrópole

A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão significativa ao conceder prisão domiciliar a Caroline Soares Barros, ex-fiscal de contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM) e atual presidente do Instituto Bio. A entidade é apontada pelo Ministério Público como parte de um esquema de lavagem de dinheiro desviado da autarquia.

Caroline deixou o presídio de Benfica, na Zona Norte da capital, na tarde desta quarta-feira (15). Ela cumprirá a medida em sua residência, localizada na Região Serrana. A decisão judicial foi baseada em fatores como a presença de um filho de 11 anos e uma mãe com câncer e Alzheimer, que necessita de cuidados médicos constantes.

O desembargador Cezar Augusto Rodrigues Costa, responsável pela decisão, também ponderou que, apesar da gravidade das acusações, os crimes atribuídos a Caroline não envolveram violência ou grave ameaça. A ex-fiscal foi presa na semana passada, durante a Operação Ouroboros, que investiga um suposto esquema milionário. Conforme informação divulgada pelo Ministério Público, o esquema envolve contratos que totalizam cerca de R$ 86 milhões do Instituto Rio Metrópole.

Instituto Bio no centro das investigações

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Caroline Soares Barros atuava como fiscal de contratos no IRM ao mesmo tempo em que presidia o Instituto Bio. Para os investigadores, o Instituto Bio teria recebido valores de empresas que possuíam contratos com a autarquia. Essa transferência de recursos teria ocorrido por meio de subcontratações que não corresponderiam à prestação efetiva de serviços.

O Ministério Público detalha que parte do dinheiro repassado ao Instituto Bio era, posteriormente, retirada em espécie. A investigação aponta que esses saques chegaram a ser realizados com o auxílio de escolta de uma empresa de segurança, o que reforça a suspeita de movimentação ilícita de valores.

Outros investigados permanecem presos

Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por crimes como organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Seis indivíduos tiveram a prisão decretada durante a deflagração da Operação Ouroboros.

A Justiça determinou a manutenção da prisão de outros cinco investigados. Entre eles estão Davi Perini Vermelho, que era o presidente do Rio Metrópole na época; Franquis Dias Nepomuceno, ex-diretor da autarquia; Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado; Amanda Íthala Santos da Paschoa; e Maurício Silva Knoploch dos Santos, ex-diretor do instituto e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch. O parlamentar, no entanto, não é alvo da investigação.

Defesa de Caroline Soares Barros se manifesta

A defesa de Caroline Soares Barros alega que as atividades desempenhadas pelo Instituto Bio são regulares e estão em conformidade com a lei. Os advogados sustentam que os valores recebidos pela investigada se referem a contratos legítimos por serviços efetivamente prestados. A defesa busca comprovar a legalidade das operações financeiras do instituto.

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