Paralisação de professores no RJ pressiona governo por piso salarial e direitos após a categoria iniciar, nesta terça-feira (5), uma paralisação de 24 horas na rede estadual de ensino. A decisão foi tomada em assembleia realizada no Centro do Rio, que também definiu a manutenção do estado de mobilização.
Após a reunião, os profissionais seguiram em ato público até a sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), reforçando as cobranças por avanços nas pautas da categoria.
De acordo com o Sepe-RJ, entre as principais reivindicações estão o pagamento do piso nacional do magistério dentro da carreira e o cumprimento do acordo de recomposição salarial firmado anteriormente com a Alerj.
A categoria também cobra a quitação das parcelas restantes referentes às perdas salariais acumuladas entre 2017 e 2021, além de uma recomposição mais ampla. Segundo o sindicato, para recuperar o poder de compra de 2014, seria necessário um reajuste de 56,74%, com base em índices do IBGE.
Outro ponto destacado é a defesa da aposentadoria dos profissionais, com a reivindicação de devolução de R$ 1 bilhão ao RioPrevidência. Também fazem parte da pauta a aprovação de um projeto de lei que trata do piso nacional dos funcionários da educação e a reestruturação de carreiras.
A regularização de funções específicas, como a de animação cultural, e a equiparação de direitos entre diferentes categorias da educação também estão entre as demandas apresentadas.
Além das reivindicações salariais, os profissionais exigem a realização imediata de concurso público para a rede estadual, apontando a necessidade de reposição de quadros e melhoria nas condições de trabalho.
A mobilização deve continuar nas próximas semanas. A categoria já definiu um calendário de novas ações, incluindo um conselho deliberativo online no dia 26 de maio e uma nova paralisação de 24 horas no dia 27, com assembleia e ato público previstos.
Durante o protesto, o sindicato também destacou a retomada do julgamento no STF sobre a aplicação do piso nacional do magistério nos planos de carreira. A análise está prevista para ocorrer em maio e pode impactar diretamente as negociações.
O movimento reforça a pressão sobre o governo estadual e mantém o cenário de mobilização ativa, enquanto a categoria aguarda avanços concretos nas negociações.














