Os pagamentos do Bolsa Família de março começam nesta quarta-feira (18) para milhões de beneficiários em todo o país. O calendário será realizado de forma escalonada, seguindo o número final do Número de Identificação Social (NIS), com depósitos programados até o dia 31.
Os primeiros a receber são os beneficiários que possuem NIS final 1. A partir dessa data, os depósitos seguem a ordem numérica do NIS, permitindo que o pagamento seja organizado ao longo das semanas restantes do mês.
Em municípios que estejam em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal, o pagamento ocorre de forma unificada no primeiro dia do calendário, independentemente do final do NIS.
Veja o calendário completo de pagamentos:
18 de março: NIS final 1
19 de março: NIS final 2
20 de março: NIS final 3
23 de março: NIS final 4
24 de março: NIS final 5
25 de março: NIS final 6
26 de março: NIS final 7
27 de março: NIS final 8
30 de março: NIS final 9
31 de março: NIS final 0
O programa garante um valor mínimo de R$ 600 por família beneficiária. No entanto, o benefício pode receber acréscimos conforme a composição familiar.
Entre os adicionais previstos está o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses de idade, com o objetivo de garantir a alimentação adequada da criança.
Além disso, famílias que possuem gestantes ou filhos entre 7 e 18 anos recebem um adicional de R$ 50. Já famílias com crianças de até 6 anos têm direito a um acréscimo de R$ 150 por criança.
Para receber o benefício, a principal regra é que a renda mensal familiar seja de até R$ 218 por pessoa. O cálculo é feito somando toda a renda da família e dividindo pelo número de moradores da residência.
Um exemplo comum é quando apenas um integrante da família recebe um salário mínimo de R$ 1.621. Se oito pessoas vivem na mesma casa, a renda por pessoa será de R$ 202,62, valor que fica abaixo do limite estabelecido para participação no programa.
Além da renda dentro do limite, as famílias precisam cumprir algumas exigências para continuar recebendo o benefício. Entre elas estão manter crianças e adolescentes frequentando a escola, realizar acompanhamento pré-natal no caso de gestantes e manter a carteira de vacinação atualizada.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social também reforça a importância de manter os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico). Alterações na composição familiar, endereço, renda ou situação escolar das crianças devem ser informadas. A atualização deve ocorrer, no máximo, a cada 24 meses para evitar a suspensão do pagamento.
Para se tornar beneficiária do programa, a família precisa se inscrever no Cadastro Único, base de dados que reúne informações de famílias de baixa renda utilizadas pelo governo federal para inclusão em programas sociais.
A inscrição pode ser realizada nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) das prefeituras. No entanto, estar inscrito no CadÚnico não garante automaticamente a entrada no Bolsa Família, pois os dados passam por avaliação.
Os valores podem ser movimentados diretamente pelo aplicativo Caixa Tem, sem a necessidade de ir até uma agência da Caixa Econômica Federal. O aplicativo permite pagar contas, realizar transferências e fazer compras utilizando o cartão virtual.
Também é possível sacar o benefício em terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes bancários e agências da Caixa.
Em caso de dúvidas sobre o programa, os beneficiários podem entrar em contato com o Disque Social pelo número 121. A Caixa também oferece atendimento pelo telefone 111 e por meio dos aplicativos oficiais do Bolsa Família e do próprio banco.
E com milhões de famílias dependendo do benefício todos os meses, o calendário de pagamentos segue sendo acompanhado de perto por quem precisa organizar o orçamento e garantir a renda dentro de casa.














