Paes anuncia reunião sobre voos no Santos Dumont com ministro de Portos e Aeroportos

Eduardo Paes e Silvio Costa Filho

Paes anuncia reunião sobre voos no Santos Dumont após a sinalização do governo federal de ampliar o limite de passageiros no aeroporto localizado no Centro do Rio. O prefeito Eduardo Paes informou nesta terça-feira (23) que se reunirá, na segunda semana de janeiro, com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, para discutir o tema.

O encontro foi acertado depois de declarações do ministro indicando que o governo pretende aumentar o número de voos no Aeroporto Santos Dumont a partir de 2026. A proposta contraria a posição da Prefeitura do Rio, que defende a manutenção do teto atual de passageiros como forma de preservar o equilíbrio do sistema aeroportuário da cidade.

Em publicação nas redes sociais, Paes afirmou que já conversou com o ministro e destacou a parceria histórica na coordenação dos aeroportos fluminenses. Segundo o prefeito, a reunião buscará uma solução que evite prejuízos ao Rio de Janeiro e ao país.

Conversei com o Ministro Silvio Costa Filho que sempre foi um aliado na coordenação dos aeroportos do Rio, implementou as medidas que fortaleceram o Galeão e ampliaram a malha de voos do nosso estado. Diante das notícias recentes, ficou combinado que na segunda semana de janeiro teremos uma reunião para avançar com a melhor solução para o Rio e o Brasil. Agradeço ao Presidente Lula que acompanha o assunto com a máxima atenção e sensibilidade em defesa dos interesses do Rio de Janeiro, escreveu Paes.

Silvio Costa Filho afirmou que, após dois anos com o limite fixado em 6,5 milhões de passageiros por ano, o governo federal estuda autorizar um acréscimo entre 1 milhão e 1,5 milhão de viajantes no Santos Dumont. Com isso, o terminal poderia chegar a até 8 milhões de passageiros anuais até 2026.

A possibilidade de ampliação gerou reação da Prefeitura do Rio e de entidades empresariais, que alertam para o risco de esvaziamento do Aeroporto Internacional do Galeão. O temor é que o aumento da demanda no Santos Dumont impacte negativamente o turismo, o setor de serviços e a economia da cidade.

A discussão ocorre em meio à intenção da Agência Nacional de Aviação Civil de revisar de forma gradual o teto de passageiros do Santos Dumont, vigente desde 2024.

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