Oxxo e Kalunga entram na mira do MP em investigação sobre suposto benefício em um esquema criminoso envolvendo fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz). A apuração, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), aponta que auditores recebiam propina para agilizar e liberar indevidamente créditos tributários de ICMS para grandes empresas.
Além das duas marcas, também são investigadas a Allmix Distribuidora e a Rede 28 Postos de Combustíveis. O documento do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel, à Lavagem de Dinheiro e à Recuperação de Ativos (GEDEC) cita o supervisor fiscal Artur Gomes da Silva Neto como líder do esquema. Em e-mails obtidos pelo MP, há registros de supostos “serviços” de consultoria tributária prestados à Oxxo por meio da empresa Smart Tax, usada para intermediar os pagamentos ilícitos.
No caso da Kalunga, a Sefaz teria recusado um arquivo digital enviado pela companhia, o que os investigadores consideram indício de que também teria se beneficiado do esquema. O modelo de atuação envolvia desde a coleta de documentos até a aprovação acelerada de créditos tributários, muitas vezes em valores acima do devido.
A Operação Ícaro, deflagrada nesta terça-feira (12), já resultou nas prisões de Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma; Mario Otávio Gomes, diretor da Fast Shop; além de Artur Gomes e outro auditor. A Sefaz informou que abriu procedimento administrativo para apurar a conduta dos envolvidos e que mantém compromisso com os valores éticos e a justiça fiscal. As empresas citadas foram procuradas, mas não enviaram resposta até o momento.














