Ossada humana em ônibus chama atenção da PRF durante fiscalização

ossada humana em ônibus

Uma ossada humana em ônibus foi encontrada pela Polícia Rodoviária Federal nesta sexta-feira (12), durante uma fiscalização na BR-020, em Planaltina, no Distrito Federal. O material estava dentro de uma mala velha, lacrada com um cadeado novo, no bagageiro de um ônibus de viagem.

Segundo a PRF, a bagagem chamou a atenção por estar trancada com cuidado, apesar de aparentar conter apenas ferramentas antigas de construção civil. A mala não tinha etiqueta de identificação.

O policial rodoviário federal Genaro Mendes contou que a situação despertou suspeita durante a abordagem.

“Aquilo despertou minha curiosidade. Pensei: ‘Tem alguma coisa errada aí’”, afirmou Genaro Mendes.

Ao abrir a mala, os agentes encontraram ferramentas usadas, uma ossada humana e um invólucro com cinzas acompanhado de uma etiqueta com o nome de uma mulher.

“Naquele momento, me perguntei por que alguém despacharia ferramentas antigas em uma mala trancada com tanto cuidado”, relatou o policial.

“Foi então que entendemos o motivo de toda aquela preocupação em manter a bagagem fechada”, completou Genaro Mendes.

O ônibus havia saído de São Paulo com destino a Guaribas, no Piauí. A mala, segundo a PRF, foi despachada em São Paulo e teria como destino final o município de Campo Alegre de Lourdes, na Bahia.

Até o momento, o proprietário da bagagem não foi localizado. A investigação segue para apurar quem seria responsável pelo transporte do material.

De acordo com a PRF, o transporte desse tipo de carga exige autorização formal, guias de translado emitidas pela administração de cemitério ou Vigilância Sanitária e uso de urna adequada.

Por falta de documentação, o material apreendido, o motorista responsável pelo ônibus no momento da abordagem e outros elementos relacionados à ocorrência foram encaminhados à 16ª Delegacia de Polícia Civil, em Planaltina.

O caso pode configurar, em tese, crimes como vilipêndio a cadáver e perigo para a vida ou saúde de terceiros, conforme avaliação das autoridades responsáveis pela investigação.

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