Sábado passado, dia 28 de junho, foi o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, um marco na comunidade para celebrar a luta pelo direito de nós todes que não nos curvamos diante do ódio e preconceito que insistem entre nós. O dia do orgulho, então, precisa ser vivido como festa, mas também, como um dia de lutar por direitos fundamentais.

Muitas instituições já aderiram a campanhas de conscientização sobre esse dia. Isso é sinal de coragem institucional. Justamente, nesse objetivo eu quero fazer um elogio pessoal à Biblioteca Parque de Niterói. Um dos prédios mais históricos da cidade, que, a despeito de preconceitos, abrigou um mês inteiro de eventos ligados ao orgulho. Tudo 100% gratuito e preparado para acolher e instruir interessados.
E no dia do orgulho, todo mundo que passeou por ali viu a biblioteca ser, mais uma vez, palco de uma programação de ponta. Imagine você: eu estava ali, passeando pelas demais programações, quando fui conduzido a um pocket show de Sócrates Schwartz (vocalista) e Dimas (violão e segunda voz eventual). Um pocket show, numa biblioteca? Sim, prova do quanto esse espaço tradicional dos livros pode e deve se abrir a novas experiências sempre.
Pudera! A BPN tem uma equipe super dedicada, sob o lúcido comando do diretor Cícero, um dos mais conhecidos entre os livreiros niteroienses. Discreto e de pensamento arguto e atento, ele articula as equipes para realizar programas de excelência para todos os públicos. Um dos membros dessa equipe, que é a cabeça da programação, é a querida Amanda Carine.

Amanda é produtora cultural e toca a programação da BPN, sempre trazendo parceiros incríveis para ocupar os espaços do prédio. Essas ocupações são verdadeiras pérolas para quem gosta de cultura e o estudo das atualidades.
Voltando ao show… Sócrates e Dimas emocionaram muito. Lembrando as histórias da luta da comunidade e executando um repertório dedicado, o brilho ficou com a execução incrível do que ele escolheu: os clássicos de Lulu Santos, os mais iconoclastas da música brasileira (Cazuza, Raul Seixas, Ney Matogrosso e Cássia Eller) e a música estrangeira. Teve até quem pedisse música de Tim Maia na plateia!
Sócrates emocionou todo mundo. Todos ali viram que Ser LGBTQIAPN+ significa se assumir e se defender a cada dia. Lembrar dessas vitórias emociona. Eu mesmo fui às lágrimas… Ao final do show, Sócrates segurou a bandeira do arco-íris: era um gesto de vitória dele – e nosso. Sim, é tempo de se orgulhar das vitórias de ontem, de hoje e de amanhã!














