Orcas na Barra da Tijuca são avistadas em registro raro feito por oceanógrafo

Orcas na Barra da Tijuca

Um grupo de orcas na Barra da Tijuca surpreendeu navegadores e pesquisadores neste fim de semana, em um registro raro no litoral carioca. O oceanógrafo Tato Slerca avistou entre cinco e seis orcas, incluindo um filhote recém-nascido, durante um passeio de barco na manhã de domingo (19), a cerca de 37 quilômetros da costa.

As imagens, compartilhadas nas redes sociais, mostram as orcas nadando próximas à superfície e interagindo com a embarcação. Segundo Slerca, os animais pareciam estar em atividade de caça. “Vimos um grupo de cinco a seis orcas, incluindo um filhotinho. Elas chegaram muito perto do barco, e até colocamos o motor em neutro com medo de machucá-las”, contou o oceanógrafo.

De acordo com Slerca, o grupo era composto apenas por fêmeas, o que foi identificado pelo formato das barbatanas dorsais, mais baixas que as dos machos. O especialista explicou ainda que o filhote tinha coloração amarelada nas partes brancas do corpo — sinal típico de recém-nascidos. “Essa coloração é mais confiável para determinar a idade do que o tamanho do animal”, explicou.

O oceanógrafo destacou também o comportamento social das orcas, que vivem em grupos matriarcais liderados por fêmeas mais velhas. “Os machos se afastam para socializar e se reproduzir com fêmeas de outros grupos. Elas têm consciência de que não devem procriar com parentes. É uma espécie extremamente inteligente”, afirmou.

Apesar de serem os maiores predadores dos oceanos, as orcas raramente representam perigo para humanos. Slerca lembrou que não há registros de ataques em ambiente natural e que, no Brasil, é proibido mergulhar intencionalmente com cetáceos, como baleias e golfinhos.

O pesquisador ressaltou que, embora as orcas possam ser encontradas em todos os oceanos, avistamentos como esse são incomuns na cidade do Rio. “É mais comum vê-las em Arraial do Cabo, Búzios ou Ilhabela. No Rio, é realmente raro. Se eu não tivesse saído cedo, talvez ninguém tivesse registrado”, comentou.

Em publicação no Instagram, o oceanógrafo celebrou o momento como histórico. “Encontramos um grupo de 5 a 6 orcas fêmeas, 20 milhas para fora da Barra da Tijuca! Elas pareciam estar caçando e interagiram muito com nosso barco. Tinha um filhote praticamente recém-nascido. Que privilégio poder ver esses animais incríveis na nossa costa!”, escreveu.

O registro reforça a presença cada vez mais documentada de cetáceos nas águas brasileiras e destaca a importância da conservação marinha. As orcas, conhecidas por sua inteligência e comportamento social complexo, costumam migrar em busca de alimento, aparecendo ocasionalmente em áreas próximas ao litoral.

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