Operação Torniquete prende dois suspeitos com drogas em Caxias

Dois homens foram presos em flagrante com drogas e aparelhos de comunicação em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação foi realizada por policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) durante a Operação Torniquete.

Ação da Polícia Civil atinge monitoramento de criminosos na Baixada Fluminense

A prisão aconteceu na quarta-feira (30), quando equipes especializadas da Polícia Civil realizavam diligências em Duque de Caxias com foco na repressão a crimes patrimoniais e no mapeamento de rotas usadas por criminosos. Ao chegarem a um ponto do município, os agentes avistaram várias pessoas reunidas sob uma tenda improvisada. Com a aproximação das viaturas, alguns tentaram fugir a pé pelos acessos locais, mas dois suspeitos foram alcançados e rendidos pelos policiais.

Durante a revista no local, os agentes da DRFC apreenderam substâncias entorpecentes e rádios comunicadores em posse da dupla. De acordo com a apuração da polícia, os aparelhos eram mantidos sintonizados na frequência de vigilância do tráfico para acompanhar em tempo real qualquer movimentação das forças de segurança que entrassem na comunidade ou nas vias de entorno.

O material ilícito e os detidos foram levados diretamente para a sede policial para a formalização do flagrante. Os nomes dos detidos não foram divulgados pelas autoridades policiais, que seguem em diligências para apurar conexões do ponto de venda com quadrilhas envolvidas em roubo de caminhões e cargas no município de Duque de Caxias.

O que já se sabe sobre a Operação Torniquete

A Operação Torniquete é uma força-tarefa permanente da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro voltada a conter o roubo e furto de cargas e de veículos, além de desmontar a logística financeira de facções criminosas. As quadrilhas utilizam comunidades como entreposto para descarregar mercadorias roubadas em rodovias federais e estaduais, como a Rodovia Washington Luís (BR-040) e a Linha Vermelha.

Nessa ocorrência em Caxias, a atuação da DRFC identificou que o ponto sob a tenda funcionava como vigilância avançada. Os suspeitos utilizavam os rádios não apenas para o comércio de drogas, mas para alertar comparsas armados sobre a presença de patrulhas na região, facilitando rotas de fuga ou a guarda de mercadorias ilegais.

Como fica a região de Duque de Caxias após as prisões

Para quem vive, trabalha ou circula por Duque de Caxias, a presença de operações da DRFC reflete a tentativa de desarticular pontos críticos de assalto no município. As linhas de ônibus municipais e intermunicipais continuaram operando sem interrupções registradas durante a ação policial, mantendo o trânsito habitual nos principais acessos viários do município da Baixada.

O comércio de rua e as escolas da rede municipal funcionaram normalmente ao longo do dia, segundo moradores da região. No entanto, viaturas da Polícia Civil e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro mantêm patrulhamentos preventivos na região de Duque de Caxias nos próximos dias para evitar tentativas de reação de grupos armados locais.

Quem responde por isso e como funciona a apuração

O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), unidade especializada da Secretaria de Estado de Polícia Civil, localizada na Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, Zona Norte do Rio de Janeiro. A unidade concentra as investigações sobre o destino de cargas roubadas e os mandados de busca expedidos pela Justiça para a Baixada Fluminense.

Além da especializada, os batalhões locais da Polícia Militar, como o 15º BPM (Duque de Caxias), recebem as informações colhidas no flagrante para reforçar o policiamento ostensivo. Os dois homens detidos permanecem à disposição da Justiça e serão encaminhados para audiência de custódia, onde o juiz decidirá sobre a conversão do flagrante em prisão preventiva.

Como denunciar movimentações suspeitas na sua rua

A participação da população é indispensável para evitar confrontos armados e combater pontos de drogas e esconderijos de cargas roubadas na Baixada Fluminense. Quem tiver informações sobre a atuação de criminosos pode acionar os canais oficiais, que garantem sigilo absoluto e anonimato:

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177, atendimento 24 horas todos os dias da semana, sem necessidade de se identificar.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: número (21) 2253-1177, canal seguro para envio de mensagens, fotos e endereços exatos de pontos ilícitos.
  • Emergência Militar: ligue 190 caso presencie atividade suspeita ou situação de risco imediato na via pública.
  • Central da Polícia Civil: informações podem ser encaminhadas diretamente pelo site oficial da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
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