Condenado por matar namorada de 16 anos é preso no Maracanã

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira um homem condenado por assassinar a namorada de 16 anos com um tiro na cabeça. A captura ocorreu na Rua Oito de Dezembro, no Maracanã, na Zona Norte do Rio.

Ação da Delegacia de Homicídios localiza foragido na Zona Norte

Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital cumpriram o mandado de prisão definitiva expedido pela 3ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A localização do foragido foi descoberta após levantamento de dados do setor de inteligência da unidade especializada.

O crime aconteceu no dia 10 de novembro de 2019, dentro do Morro dos Macacos, comunidade localizada no bairro vizinho de Vila Isabel. A vítima foi atingida por um disparo na cabeça e não resistiu aos ferimentos.

Em depoimento formal prestado aos policiais civis logo após a prisão, o homem admitiu a autoria do disparo. Ele declarou que atirou contra a adolescente por volta das 15h, em uma escadaria de uma área conhecida pelos moradores como Santuário.

O homem também relatou aos investigadores que fazia parte da quadrilha armada que dominava a venda de drogas na comunidade na época do assassinato. Com a sentença condenatória transitada em julgado, ele foi levado para a sede da especializada, na Barra da Tijuca, e aguarda a audiência de custódia para seguir para o sistema prisional.

O que já se sabe sobre o caso

As investigações apontam que o crime foi motivado pela relação do casal, caracterizando a condenação por feminicídio. A jovem de 16 anos foi atacada em plena luz do dia em uma área residencial do Morro dos Macacos.

O processo tramitou na Justiça do Rio durante os últimos anos, até a publicação da sentença definitiva sem possibilidade de novos recursos sobre a culpa. O mandado expedido pela 3ª Vara Criminal determinava a prisão imediata para início do cumprimento da pena.

A abordagem dos agentes da Polícia Civil aconteceu em uma via movimentada do Maracanã, sem registro de confronto armado ou interdição no trânsito local. Moradores e motoristas que passavam pela Rua Oito de Dezembro relataram apenas a presença rápida das viaturas descaracterizadas durante a ação tática.

Quem responde por isso e próximos passos

O caso está sob responsabilidade direta da Delegacia de Homicídios da Capital, divisão da Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro encarregada de apurar mortes violentas e capturar autores sentenciados.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro receberá o condenado assim que os procedimentos da audiência de custódia forem finalizados pelo Poder Judiciário. Caberá à pasta definir a unidade prisional onde o homem começará a cumprir a pena determinada pelos magistrados.

Como denunciar foragidos e crimes contra mulheres

Quem tiver informações sobre o paradeiro de foragidos da Justiça ou presenciar situações de violência contra a mulher pode repassar dados fundamentais de forma anônima. Os canais operam todos os dias, sem necessidade de identificação do informante:

  • Disque Denúncia do Rio: telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia e garantia total de sigilo.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: contato pelo número (21) 2253-1177, com envio de fotos, vídeos e mensagens de texto.
  • Polícia Militar (urgências e flagrantes): ligação gratuita para o telefone 190, com despacho imediato de viaturas da corporação.
  • Central de Atendimento à Mulher: número 180, canal federal gratuito que orienta vítimas, recebe queixas de agressão e encaminha pedidos de medida protetiva.

O que fazer em caso de ameaça ou agressão doméstica

Familiares ou mulheres em situação de perigo devem buscar auxílio imediato nas delegacias para interrupção do ciclo de violência. O atendimento especializado na cidade do Rio ocorre principalmente por meio das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher.

As unidades funcionam em regime de plantão de 24 horas nos bairros do Centro, Jacarepaguá, Campo Grande e Oeste da capital fluminense. Qualquer delegacia distrital da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro também tem obrigação de registrar boletins de ocorrência e requerer medidas protetivas urgentes ao juizado de plantão.

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