A Operação no Rio prende suspeito e apreende bebidas adulteradas após um caso suspeito de intoxicação por metanol registrado em Niterói, na Região Metropolitana. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil neste sábado (4) e resultou também na condução de oito pessoas à delegacia, segundo informações divulgadas neste domingo (5).
A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), que busca desarticular uma possível rede envolvida na produção e distribuição ilegal de bebidas alcoólicas. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão na capital e na Baixada Fluminense, com apoio de equipes especializadas.
Desde o início da semana, mais de 30 estabelecimentos foram vistoriados, incluindo bares, distribuidoras e casas noturnas. Durante as ações, diversas garrafas suspeitas foram apreendidas para análise pericial. A polícia investiga a relação entre essas bebidas e os recentes casos de intoxicação por metanol que vêm sendo registrados em diferentes estados brasileiros.
Segundo o Ministério da Saúde, o país já contabiliza 195 notificações, sendo 14 confirmadas e 13 mortes associadas à substância. O metanol é altamente tóxico e pode causar cegueira, falência de órgãos e até morte, mesmo em pequenas quantidades.
Além das ações policiais, a Prefeitura do Rio reforçou a fiscalização de bebidas com a publicação de um decreto no Diário Oficial, determinando inspeções regulares em estabelecimentos produtores. As vistorias são realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com apoio da Sedecon e do Procon Carioca.
O Governo do Estado também criou uma Sala de Situação para monitorar novos casos de intoxicação e lançou uma cartilha educativa com orientações aos consumidores sobre como identificar bebidas adulteradas. A recomendação é verificar rótulos, lacres, selos fiscais e evitar produtos sem procedência.
As investigações seguem em andamento, e a DRCPIM trabalha para identificar os responsáveis pela adulteração e distribuição das bebidas ilegais. As autoridades alertam que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais da Polícia Civil e do Disque-Denúncia (21) 2253-1177.














