Operação no Morro dos Prazeres termina com morador morto e traficantes abatidos

operação no Morro dos Prazeres

A operação no Morro dos Prazeres terminou com a morte de um morador na manhã desta quarta-feira, na região central do Rio de Janeiro, após um confronto envolvendo policiais e criminosos durante a ação.

Segundo informações da Polícia Militar, o homem foi baleado depois de ser feito refém dentro da própria casa por integrantes do tráfico. A ocorrência aconteceu no momento em que equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) atuavam na comunidade.

De acordo com o tenente-coronel Marcelo Corbage, os agentes tentavam negociar quando houve disparos vindos de dentro da residência.

No momento de uma ação covarde, eles entraram na residência, colocaram um casal como reféns e no momento que a gente estava buscando uma solução pacífica, uma negociação, houveram disparos de dentro da residência, na qual o senhor Leandro acabou sofrendo o primeiro PAF na região da cabeça. Então a nossa tropa respondeu imediatamente o fogo, onde houve essa ação de neutralização desses seis criminosos, disse o coronel em depoimento ao jornal O Dia.

A mulher da vítima, que também foi mantida como refém, foi resgatada sem ferimentos, embora em estado de choque.

A gente conseguiu tirar ela com segurança, em estado de choque, e nós estamos agora conduzindo ela para que possa prestar todo depoimento, acrescentou o oficial em depoimento ao jornal O Dia.

Durante a operação, sete criminosos morreram, incluindo o chefe do tráfico da região, Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló. Ele era apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho e acumulava um longo histórico criminal.

Segundo o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, o criminoso possuía mais de 135 passagens pela polícia e era considerado um dos alvos prioritários das forças de segurança.

Ele é um traficante sanguinário, liderava ações criminosas, promovia sequestros, roubos, tem 135 anotações criminais, afirmou o secretário em coletiva.

A operação também resultou na prisão de quatro pessoas que tentavam bloquear vias no Rio Comprido. Na ação, ônibus foram utilizados como barricadas e um deles chegou a ser incendiado na Avenida Paulo de Frontin, próximo ao acesso ao Túnel Rebouças.

A violência provocou reflexos imediatos na rotina da região, com o fechamento de comércios e alterações no trânsito em áreas próximas.

As autoridades seguem investigando o caso, enquanto a operação reforça o cenário de tensão na região central do Rio.

E em meio a confrontos e operações constantes, a população segue no meio do fogo cruzado, enfrentando uma realidade que insiste em se repetir.

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