Operação do MPRJ mira rede financeira de Rogério de Andrade no jogo do bicho

Rogério de Andrade está no Presídio Federal de Campo Grande

Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) foi deflagrada nesta terça-feira (4) para desarticular uma rede de gerentes do jogo do bicho ligados ao contraventor Rogério de Andrade. A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e cumpre 16 mandados de busca e apreensão em diferentes bairros da capital.

Os investigados são suspeitos de integrar a estrutura financeira da quadrilha responsável por explorar jogos de azar no estado. Segundo o MPRJ, a operação tem o objetivo de reunir novas provas sobre o funcionamento, a hierarquia e os fluxos de dinheiro dentro da organização criminosa.

A ação é um desdobramento da Operação Safari, deflagrada em fevereiro deste ano, que havia fechado cerca de 50 pontos de apostas controlados pelo grupo de Rogério de Andrade. Na ocasião, houve prisões e apreensão de materiais usados para a manutenção das atividades ilegais.

Atualmente, Rogério de Andrade cumpre pena em um presídio federal no Mato Grosso do Sul. Ele está preso desde outubro do ano passado, acusado de ser o mandante do assassinato de seu ex-aliado e rival, Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020. O crime marcou uma disputa sangrenta pelo controle do jogo do bicho e das casas de apostas na Zona Oeste do Rio.

De acordo com o Gaeco, Fernando Iggnácio era genro e Rogério, sobrinho do falecido bicheiro Castor de Andrade, que dominou o jogo do bicho no Rio por décadas. Após a morte de Castor, em 1997, Rogério chegou a dividir o comando do império da contravenção com Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho Andrade, e com o próprio Fernando, antes de romper definitivamente a aliança.

O MPRJ informou que as investigações seguem em curso para identificar todos os envolvidos na operação financeira da quadrilha e rastrear bens e valores obtidos por meio da atividade criminosa.

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