A Operação contra roubo de celulares no RJ avança contra facção e fraudes financeiras nesta segunda-feira (4), com ações coordenadas da Polícia Civil para desarticular um grupo criminoso envolvido em crimes com aparelhos roubados.
A ação, conduzida por agentes da 6ª DP (Cidade Nova), tem como alvo integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), suspeitos de atuar em roubos e furtos de celulares, além de esquemas de fraude financeira a partir dos dados das vítimas.
Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em comunidades do Complexo do São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, além de endereços no estado de São Paulo. A operação contou com apoio de equipes especializadas, incluindo o Departamento-Geral de Polícia da Capital, o Departamento-Geral de Polícia Especializada e a Coordenadoria de Recursos Especiais.
De acordo com as investigações, que se estenderam por mais de um ano, o grupo atuava principalmente nas regiões Central e Zona Sul da cidade, priorizando alvos com celulares de alto valor. Após os crimes, os aparelhos eram levados para a comunidade, onde passavam por processos de desbloqueio.
Com acesso aos dispositivos, os criminosos conseguiam explorar informações pessoais das vítimas para aplicar golpes financeiros, como transferências bancárias e contratação de empréstimos indevidos.
Nos casos em que os celulares apresentavam maior nível de segurança, o grupo contava com apoio de comparsas fora do estado para conseguir acessar os dados, ampliando o alcance das ações criminosas.
A Operação Rastreio já apresenta resultados expressivos, com milhares de aparelhos recuperados ao longo das fases anteriores. Parte significativa desses dispositivos foi devolvida aos proprietários.
Além disso, centenas de pessoas já foram presas por envolvimento nos crimes, incluindo autores de roubos, furtos e receptação.
A nova fase da operação reforça o combate a crimes que envolvem tecnologia e uso indevido de dados pessoais, um cenário que tem exigido estratégias cada vez mais especializadas por parte das autoridades.
O avanço das investigações busca não apenas interromper a atuação do grupo, mas também reduzir os impactos desse tipo de crime na rotina da população.














