A Operação Barricada Zero teve início na manhã desta segunda-feira (24) com ações simultâneas na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, e em diversos municípios da Baixada. A ofensiva mobiliza equipes das polícias Civil e Militar, além de órgãos estaduais e prefeituras, para remover barreiras instaladas por criminosos e impedir a retomada desses bloqueios.
As frentes de trabalho atuam na Cidade de Deus, em Duque de Caxias (Mangueirinha), Nova Iguaçu (Grão Pará), Queimados (São Simão e Dom Bosco) e São Gonçalo (Jardim Catarina). Em vários pontos, retroescavadeiras, maçaricos, caminhões basculantes e equipes técnicas realizam a retirada de obstáculos enquanto unidades especiais dão suporte à segurança.
Na Cidade de Deus, moradores relataram intenso tiroteio e barricadas em chamas durante o início das ações. Até o momento, não há informações de presos ou apreensões, mas equipes seguem avançando pelas vias bloqueadas.
Coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional, a operação integra engenharia, inteligência e infraestrutura. Segundo o governador Cláudio Castro, o objetivo é impedir que facções reinstalem barreiras usadas para controlar acessos e restringir o direito de ir e vir.
“Essa ação integrada traz um recado muito claro para os que insistem em interromper o direito de ir e vir dos moradores: nós não vamos mais tolerar que barricadas sejam instaladas no Rio de Janeiro. E para os que ousarem reinstalar esses obstáculos, a resposta será dada à altura”, afirmou.
A iniciativa faz parte de uma estratégia contínua. De acordo com o governo, equipes voltarão imediatamente a qualquer região onde houver tentativa de reinstalação de impedimentos. A progressão das frentes só acontece quando cada área estiver estabilizada.
A PM atua atualmente com seis kits de remoção — formados por retroescavadeiras e caminhões — e outros 20 serão incorporados com apoio das secretarias de Obras, Agricultura e Meio Ambiente. O plano prevê avançar por grandes complexos como Alemão, Penha e Israel após o término das ações iniciais.
A operação, que já havia sido antecipada por autoridades, promete manter caráter permanente, reforçando a prioridade de restabelecer a circulação plena em comunidades afetadas pelo domínio armado.














