Um homem foi preso neste sábado (20) em Arujá, na Grande São Paulo, acusado de exploração de trabalho em uma oficina de costura. De acordo com a Polícia Militar, a oficina de costura mantinha família em condições análogas à escravidão, submetendo uma mulher, o marido e dois filhos menores de idade a jornadas de até 16 horas diárias sem pagamento e com alimentação precária.
A denúncia foi feita pela própria vítima, que conseguiu acionar a PM e relatar a situação. Segundo o depoimento, o responsável pela oficina — parente da família — havia custeado a vinda deles da Bolívia para o Brasil, mas usava uma suposta dívida como justificativa para não pagar salários. A comida oferecida era restrita e consistia basicamente em restos de frango, fornecidos apenas aos adultos, obrigando todos a viverem em condições degradantes.
Além da carga exaustiva, a família era obrigada a dormir dentro da própria oficina, sem estrutura adequada. O responsável foi preso em flagrante com base no artigo 149 do Código Penal, que pune a prática de reduzir pessoas à condição análoga à de escravo.
O caso agora está sob investigação e as vítimas foram encaminhadas para acompanhamento pelos órgãos de assistência social.














